• Postado por Tiago

Com Edward Mundy

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Papeis das blue chips, como os da Petrobras, já retomaram seus valores pré-crise

As informações da Link Corretora indicam que o investidor estrangeiro está lentamente saindo do mercado. Desde o aumento da taxação do IOF existe uma saída constante de capital estrangeiro do país. Mesmo no pregão de 6% de alta, na semana passada, houve saldo devedor. Estatisticamente, 80% das vezes que o estrangeiro vende, o mercado cai e vice-versa. As altas recentes não estão sendo sustentadas pelo capital estrangeiro, o que nos leva a deixar um sinal amarelo com o mercado. É bom ficar ligado neste índice, porque o início das quedas no mercado sempre acontece com a fuga de capital.

E qual o norte?

Para a coluna, parece improvável que a Bovespa não vá testar o topo dos 72.000 em dezembro. A questão é que graficamente ela está posicionada já há quase duas semanas, buscando os 67.000, perfeitamente alinhada com o Dow Jones (Nova Iorque). Com isso, faz volume para quebrar a importante resistência formada lá fora (10.120). Tivemos uma realização importante, que deu forças ao índice e proporcionou uma nova subida na semana passada. Os demais índices e indicadores vêm saindo em linha com o projetado, parecendo adiar realizações mais fortes.

Será momento para novas posições?

Depende do perfil de cada investidor. Investimentos em blue chips sempre dão bons retornos e está aí a maior prova desde a crise do ano anterior, quando os papéis quase viraram pó e as ações desse tipo de empresas já retomaram seus valores pré-crise – com algumas perdas, é verdade. Mas o problema fica com os micos, que podem levar mais tempo para se recuperar, adiando possibilidades de realização. Então, muito tem se falado nos stops e, quando isso acontece, para muitos operadores, é quando virão notícias ruins.

E no mercado do Tio Sam

Os indicadores econômicos ainda não são uma brastemp, mas têm sido acompanhados por índices em linha com o projetado pelo governo e analistas de mercado. O banco central norte-americano (FED) manteve o juro básico do país na faixa entre 0 e 0,25% ao ano pela sétima reunião consecutiva e que deve manter a taxa contida por um extenso período de tempo. A taxa é o menor patamar de sua história. E por aqui já tinha gente querendo subir a Selic com os infundados medos de inflação… Note-se que o nosso patamar é de 8,75% ao ano, uma bagatela comparada às demais taxas básicas de juros mundo afora.

Entenda o economês:

Blue chips ? Também conhecidos como de primeira linha. São aquelas empresas de grande porte, de alcance nacional e internacional e de comprovada lucratividade. Possuem forte liquidez, com operações diárias, e normalmente ditam o tom dos mercados, dada a sua representatividade. As brasileiras Petrobras e Rio Doce são exemplos de blue chips.

Micos: Jargão de mercado que designa bons papéis, mas de segunda linha, com menor relevância e que normalmente não têm movimentação diária.

Stops: São ordens de compra ou venda que investidores dão às corretoras, procurando com isto minimizar possíveis oscilações excessivas, prejudicando a rentabilidade de seus investimentos.

Iof ? Imposto sobre Operações Financeiras. Pra evitar que os especuladores usem o Brasil para ganhar dinheiro fácil e para conter a sobrevalorização do real sobre o dólar, o que prejudica os exportadores, o governo botou ordem na casa e aumentou a cobrança sobre o IOF para os investidores internacionais.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas [edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

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