• Postado por Tiago

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Mikael vai poder voltar a escola e brincar com os amigos

É como diz o ditado: antes tarde do que nunca. Depois de 15 meses esperando pela cirurgia pra consertar a perna quebrada, o menino Mikael Roberto de Andrade, de nove anos, enfim foi atendido. No dia 5 do mês passado, o garoto passou pelas mãos de um especialista, que deu jeito no problema. Mikael ainda tá em fase de recuperação, mas em breve poderá voltar pra escola e brincar com os coleguinhas na rua.

O tímido Mikael é de poucas palavras e ainda vive de muletas. Dizendo apenas que tá feliz da vida, o menino expressa no rosto a satisfação de conseguir se movimentar sozinho. Antes, Mikael se arrastava pelo chão ou contava com a ajuda mãe, dona Edicléia Soares, 33. Agora, tudo tá mais fácil.

A cirurgia do garoto foi paga pelo governo do estado. Ana Luiza Totti, gerente regional de Saúde, informou que a operação foi realizada no hospital e maternidade Marieta Konder Bornhausen. ?O Marieta não atende crianças pelo SUS, então, vendo o sofrimento da criança com a perna quebrada, o Estado resolveu arcar com o valor da cirurgia?, conta.

Ana explicou que, agora, Mikael passará pela fisioterapia, que tá sendo bancada pela prefeitura. ?Eu estive reunida hoje [ontem] com a secretária Dalva Rhenius, que ficou de ver a possibilidade de contemplar o menino com a fisioterapia domiciliar. Assim, a mãe não precisa mais levar o Mikael até o consultório. Os fisioterapeutas se deslocam até a casa deles?, disse.

Dona Edicléia não se segura de tanta contenteza. ?A perna está bem reta agora?, falou, acrescentando que o menino tá se recuperando bem, nem reclama de dores e dos pinos colocados na perna.

O acidente

Dona Edicléia disse que Mikael andava de bicicleta quando caiu e trincou o osso do tornozelo. Na hora em que entrou em casa pra contar o acontecido, tropeçou e acabou quebrando um dos ossos da canela. Isso há mais de um ano.

Tudo teve que ser readaptado na casa da família, que fica no Cidade Nova, em Itajaí. O menino não ia mais pra escola pra prevenir um novo acidente e a mãe precisou largar o trabalho de doméstica pra se dedicar ao garoto. O sustento da casa e dos quatro filhos é garantido pelo marido de dona Edicléia, que trampa como servente de pedreiro e ganha a merreca de um salário mínimo por mês.

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