• Postado por Tiago

Depois de não ter indicado nenhum nome para compor a CPI que investiga supostos trambiques na gestão do Hospital Santa Inês, a bancada governista da câmara de Vereadores vai entrar com uma ação na dona Justa, pedindo para que seja respeitada a proporcionalidade dentro da comissão.

De acordo com o líder da bancada, vereador Claudir Maciel (PPS), apesar de o regimento interno da câmara dizer que a escolha de quem faz o quê dentro da CPI é feita por votação na própria comissão, os vereadores deveriam ter respeitado o direito à proporcionalidade. “Existe uma hierarquia dentro da CPI, e eles queriam ficar com os dois cargos mais importantes, a presidência e a relatoria. Nós entendemos que seríamos prejudicados, e por isso não indicamos ninguém para a comissão”, disse.

Segundo Claudir, o medo da bancada do governo é que o relatório tenha algum tipo de furo, e que, como os governistas seriam minoria dentro da comissão, não teriam poder de decisão nenhum. Eles pretendem entrar com um processo pedindo para que a justiça avalie o caso e devem colocar em pauta a votação dos requerimentos que criam outras duas CPIs na casa, já na semana que vem.

Oposição rebate

O vereador Fabrício de Oliveira (PSDB), que será o secretário da CPI, ainda não entendeu por que o governo decidiu abrir mão da vaga a que tinha direito. Fabrício diz que o processo de escolha dos membros da comissão é exatamente igual ao de escolha das comissões permanentes da casa, e que ser relator ou não da CPI não tem importância nenhuma.

“A CPI não condena. Nós vamos pegar os documentos e se houver irregularidades vamos apresentar ao MP. Estaremos investigando o governo atual e o anterior, e eles não deveriam colocar em dúvida a legitimidade desta comissão. Esta CPI não será desmoralizada”, lascou o tucano.

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