• Postado por Tiago

Depois de passar o mês inteiro numa sala de aula abarrotada de alunos bagunceiros, respirando pó de giz, levando provas e trabalhos pra corrigir em casa e ainda tendo que preencher diários e outras burocracias da escola na base da caneta, o professor não tem o esforço revertido em grana na conta bancária no fim do mês. “A valorização profissional é pouca se formos comparar o esforço com o salário”, comenta Antônio Ageu Etur, 45 anos, professor de português e espanhol há mais de 20 anos.

Mas a falta de grana não é obstáculo pra que professor, formado pela Univali em letras e pós-graduado na área, continuasse se aprimorando pra garantir qualidade de ensino aos alunos. “A gente passa por uma constante mudança da língua portuguesa e ainda tem o avanço da tecnologia. Se não se aperfeiçoar, acaba regredindo”, acredita.

O professor Antônio dá aulas pro ensino fundamental e médio das redes municipal e estadual de ensino de Itajaí e, apesar das dificuldades, não se arrepende da escolha da profissão. “Eu não mudaria de profissão. É importante se fazer o que gosta”, afirma.

Em Itajaí, os professores recebem cerca de R$ 2 mil, por mês, pra trampar 40 horas por semana, segundo o coordenador técnico da secretaria de Educação, Júlio da Silva. A prefa peixeira ainda concede aos professores a miséria de 40 horas de capacitação por ano e mesmo assim tem gente que não faz. “Como não é obrigatório, nem todos se interessam em fazer”, conta o bagrão.

  •  

Deixe uma Resposta