• Postado por Tiago

A greve dos vereadores da oposição continua firme e forte em Balneário Camboriú. Na última sessão da câmara, os edis simandaram antes de votar os projetos enviados pela prefa e a reunião foi suspensa por falta de quórum. Por conta do beicinho, repasses de verbas a associações e pra pagar custos de eventos que já rolaram deixaram de ser aprovados. Injuriada, a vereadora Christina Barrichello (PP) prometeu levar o caso até o ministério público.

Entre os projetos que não foram votados, tá o envio de uma verba do banco do Brasil, destinada à Casa da Criança por conta dos estragos que a entidade sofreu com a enchente, e a aprovação de um convênio com o programa nacional de segurança pública com cidadania (Pronasci), ligado ao Ministério da Justiça. Também ficou no ar o repasse de verbas pra ajudar a pagar os custos da organização da conferência municipal de segurança, que rolou na semana passada.

Pra Pink, que é líder do governo na casa do povo, o que o pessoal da oposição tá fazendo, brecando a pauta até que a prefa traga uma previsão de abertura do hospital municipal, é sacanagem. “Parece uma rinha. Quem acaba prejudicado é o povo”, lascou.

A vereadora acha que não tem motivo pro beicinho dos edis. “As obras no hospital tão acontecendo e ainda estamos dentro do prazo dado pelo prefeito pra abrir as portas”, afirma. Ela não sabe se o prefeito Edson Periquito (PMDB) é capaz de ceder à pressão, mas já adianta que se depender dela, não tem refresco. “Se eu fosse a prefeita não recuaria”, carca.

Christina acha que já que não tão votando os projetos, os coleguinhas não deveriam receber. Ontem, ela tinha uma reunião com o promotor José de Jesus Wagner, da moralidade administrativa, e prometeu dedurar a oposição. “Vou questionar isso com o ministério público”, disse.

O vereador Dão Koeddermann (PSDB), líder da turma dos berracentos, não acha que a greve tá prejudicando a cidade. “Temos participado e discutido nas sessões. Só estamos obstruindo a pauta pela falta de respeito da administração com a comunidade e a câmara”, diz.

Ao saber que Christina questionou o fato de os vereadores estarem recebendo enquanto não votam, Dão aproveitou pra cutucar a pantera cor-de-rosa com vara curta. “Ela devia se preocupar é com a falta de informação do executivo, que nem ao ministério público dá esclarecimentos”, soltou.

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