• Postado por Tiago

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Becinho dos motoras deixou a capital virada num alho

Foi no início da noite de ontem que os moradores da Grande Floripa tiveram noção do caos provocado pela paralisação dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo da região. Filas de carros, vans e até motos foram verificadas em todos os cantos e forçaram a um grande exercício de paciência de quem precisava voltar pra casa.

E o pior é que hoje vai rolar repeteco. Após conversas e mais conversas, os trabalhadores terminaram o dia decidindo por manter o movimento. ?Aceitamos 1% de aumento real de salário e até mesmo deixar a negociação da participação nos lucros para o ano que vem. Porém, não abrimos mão de que os cobradores tenham seus empregos garantidos e que o reajuste oferecido seja retroativo?, destacou o diretor do sindicato da peãozada, Ricardo Freitas.

Do lado dos patrões, houve uma grande reunião à tarde na prefa pra tentar achar um jeito de fazer com que os mais de 190 mil usuários do sistema pudessem ter garantias de ir e vir. ?Porém, não temos como manter os cobradores e não vamos pagar o valor retroativo do reajuste que eles tão pedindo?, diz o presidente do sindicato das empresas, Waldir Gomes. Pra hoje, é esperado que alguém arregue um pouco e a situação possa voltar à normalidade. Mas ontem era dito que a greve pode durar mais dois dias, pelo menos.

Pedradas

A greve começou religiosamente às 7h. Os coletivos que chegavam ao centro da ilha descarregaram o povo no meio da rua, provocando tumulto e deixando a turma em risco de atropelamento. Ao mesmo tempo que os busos chegavam, vans lotadinhas já tavam há horas zanzando dum canto ao outro.

De acordo com os empresários, pelo menos 16 busos foram depredados ontem. A polícia ainda não sabe quem são os autores da vadiagem que rolou, principalmente, no terminal de integração do Rio Tavares, onde os ânimos entre grevistas, usuários e puxa-sacos dos patrões andaram meio alterados.

Este foi o único problema registrado durante o dia. À tarde, o clima era de tranquilidade no acampamento dos grevistas, montado junto ao terminal de integração do centro. De lá, eram confirmadas informações de que algumas linhas tavam funcionando, como as que fazem as rotas internas em cidades como Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e em praias de Floripa como Canasvieiras e Santinho.

Prejuba!

O comércio também contabilizou prejuízos ontem. Grandes redes de supermercado conseguiram buscar parte dos funcionários em casa, mas lojas pequenas optaram por não abrir uma vez que corriam o risco de não haver clientes. Nos shóppis, o movimento foi também abaixo do esperado. Apesar da greve, as aulas nas cidades da Grande Floripa não foram suspensas.

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