• Postado por Tiago

Os 2,5 mil servidores catarinenses do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tão em estado de greve a partir de hoje e o movimento atinge Itajaí. A agência estará operando parcialmente porque nem todos os barnabés resolveram cruzar os braços. Só que, dependendo do poder de convencimento dos grevistas pra cima dos servidores, o atendimento com hora marcada pelo fone 135 pode ser prejudicado e a demora será inevitável. “O governo instituiu o agendamento com hora marcada como se fosse acabar o problema das filas, que só passaram da frente da agência para as cadeiras de dentro. E como o sistema cai toda hora, fica impossível alcançar a meta de deixar a pessoa aguardando no máximo 30 minutos, quando é este tempo que a gente aguarda pro sistema voltar”, lascou o coordenador do sindicato dos barnabés da previdência, Valmir Braz de Souza. A farsa do fone 135 é só uma das reivindicações dos servidores, que tavam há quatro anos sem fazer greve.

O sindicalista contou que a categoria ficou cabreira quando o governo baixou, no mês passado, uma resolução que institui duas tabelas de pagamento e os horários dos trabalhadores. Quem continuar trampando seis horas, como rola há 24 anos, segundo o sindicato, terá o salário diminuído, já que a nova carga horária será de oito horas. “Somos a favor que o governo mantenha as 12 horas de atendimento à população, mas com dois turnos de seis horas, não aumentando pra oito”, argumentou.

Valmir disse que o problema se agrava com a falta dos profissionais que estão se aposentando. “Nos últimos 10 anos, 50% dos funcionários se aposentou em todo o Brasil e até 2011, mais 10 mil servidores terão se aposentado, por isso é insuficiente o número de vagas abertas nos concursos”, calcula. Ele disse ainda que adesão à greve no estado é de 60%, aumentando pra 80% na Grande Floripa. Em Itajaí, a diretora do sindicato, Joelza Duwe, disse que é impossível precisar a adesão ao movimento, por isso a agência deve ter atendimento quase normal nesta terça-feira.

Outra reivindicação da categoria é a incorporação dos abonos nos salários para que, na hora de se aposentarem, não fique aquela mixaria. Para os sindicalistas, a greve também é um protesto contra o governo federal, que assinou, em 2005, um acordo para regulamentar a carreira, mas acabou fazendo o que queria: sem consultar os maiores interessados.

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