• Postado por Tiago

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Turma da saúde cruzou os braços por tempo indeterminado

Trabalhadores da Saúde, da coleta de lixo e monitores da Zona Azul cruzaram os braços por tempo indeterminado ontem em Floripa. Não bastasse, por um período de duas horas a turma do transporte coletivo também fez pirraça. Sem busos, usuários partiram pra ignorância e promoveram um quebra-quebra no terminal central.

O motivo da paradinha foi a declaração feita na semana passada pelo vice-prefeito e secretário de Transportes, João Batista Nunes, que questiona a existência dos cobradores. ?Estão reduzindo os horários de ônibus para justificar a demissão dos cobradores e agora querem privatizar a Zona Azul. É demissão e mais demissão?, dispara Dionísio Linder, do sindicato dos trabalhadores dos busos.

O projeto de lei que prevê a privatização da Zona Azul tava na pauta da sessão de ontem à noite da câmara. Monitores montaram acampamento em frente à casa do povo pra tentar impedir que os vereadores dessem o ?sim? ao projeto. ?Entregar a Zona Azul a uma empresa privada é vender o espaço público. Vai aumentar o valor do estacionamento e também gerar desemprego porque seremos substituídos por parquímetros?, avalia Alexandre Fernandes, líder dos monitores.

Saúde e lixo

Somente atendimento de emergência e pacientes que já tavam internados ou em tratamento que não pode ser interrompido foram atendidos nas unidades de saúde da Grande Floripa ontem. Pacientes do interior do estado deram com os cornos na porta. ?Todas as consultas e cirurgias eletivas serão remarcadas assim que este movimento acabar?, afirma Carmen Zanotto, diretora da Saúde estadual, que diz não haver mais o que negociar de aumento com os servidores.

Na companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), cedo optou-se por não recolher as mais de 300 toneladas de lixo/dia enquanto não pingar um a mais no contracheque.

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