• Postado por Tiago

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Luciana Rosa tava grávida de três meses do sexto filho

O tráfico peixeiro fez mais uma vítima na noite de terça-feira. A grávida Luciana da Rosa, 36 anos, usuária de crack, foi executada com três tirombaços perto do supermercado Mini Preço, no bairro São Vicente. Quando os vermelhinhos chegaram ao local da tragédia, a coitada já tinha passado dessa para uma melhor. A mulher foi atingida em cima da bicicleta, caiu e ficou estirada no meio da rua.

O crime ocorreu por volta das 23h, na rua Cargelino Francelino, no São Vicente, em Itajaí. Luciana tava dando uma pedalada básica na rua quando dois trastes passaram trepados numa Biz e mandaram bala em sua direção. Depois do crime, os safados meteram a mão no acelerador, deixando o corpo da mulher estatelado no meio da rua. O povão, que viu a crueldade, se apressou pra tentar socorrer a grávida. Chamaram os bombeiros e a polícia, mas Luciana não resistiu aos ferimentos.

Com a morte da muié, os bizolhudos de plantão resolveram fazer boca de siri e não contar o que sabiam a respeito do crime. Os técnicos do instituto Médico Legal (IML) informaram que a mulher foi atingida na mão, ombro e cabeça. O crime está sendo investigado pela central de Operações Policiais, a COP.

Luciana era bem conhecida no bairro, pois vivia perambulando. A doidivanas era usuária de crack há 12 anos, tinha cinco filhotes e estava grávida de três meses do sexto rebento. A mulher morava na rua Caçador, no Bambuzal, e segundo a COP era filha da proprietária da Quitinete da Dona Yolanda.

A polícia informou que a coitada já tinha resolvido tratar o vício, mas não teve sucesso. Luciana ficou limpa por três meses, período em que engordou, passou a cuidar do corpo, e até chegou a frequentar a igreja, mas foi vencida pela tentação das drogas, o que lhe custou a vida. Embora nunca tendo sido presa, Luciana era conhecida no meio policial devido ao vício.

Quem souber qualquer coisa que possa ajudar à polícia, pode fazer uma denúncia anônima através do telefone 197. ?Essas denúncias ajudam muito. Às vezes a população teme algum tipo de represália e acaba deixando de passar informações por medo?, afirma o delegado Rui Garcia dos Santos, da COP.

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