• Postado por Tiago

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Mudanças no Besc deixam guarda-vidas de bolsos vazios

Os guarda-vidas de Balneário Camboriú estão tendo que suar a camisa pra pagar as contas de casa. Há 45 dias o salário dos heróis do mar não é pago. O atraso estaria rolando por um problema de registro das contas depois da transação do Besc com o Banco do Brasil, o último é onde são depositados os salários. Pra piorar, o chefão da corporação não sabe nem arriscar uma data pra volta dos pagamentos.

Um dos vermelhinhos que não quis se identificar afirma que está de cabelo em pé, bolando estratégias pra dar comida a sua muié, filhos e parentes. O cara trampa há cerca de dois anos como guarda-vidas e recebia a cada semana em torno de 55 pilas. Há quase dois meses tá com os bolsos vazios. ?É difícil ficar assim. A maioria de nós tem aluguel, filhos. Normalmente já é difícil pagar as contas em dia. Agora já venceu tudo e não sei de onde vou tirar pra pagar?, desabafou.

Pra piorar, o número de guarda-vidas diminuiu de 32 para apenas oito. Hoje sobram só seis vermelhinhos civis e dois militares pra dar conta do serviço na praia central.

O chefe da corporação, major César Assumpção Nunes, admite o perrengue. Ele explica que aconteceu um problema de registro na agenda de lançamento dos pagamentos depois da transação entre o Besc e o Banco do Brasil, no mês passado. Antes o dindim dos vermelhinhos era depositado na continha especial no banco da Santa & Bela. Agora o sistema teve que ser remodelado e, enquanto não fica pronto, a burocracia emperra o salário do povo.

O major já encaminhou uma nota ao tenente coronel Onir Mocelin solicitando agilidade no processo, e até tentou encontrar uma forma de pagamento alternativa. ?A gente estava tentando fazer um empenho, que é quando eu dou um dinheiro em espécie na mão deles (guarda-vidas) e eles me trazem de volta a nota do que foi comprado?, explicou.

Apesar da boa vontade, o chefão dos vermelhinhos de Balneário não conseguiu levar a ideia pra frente, já que o pagamento é feito com dinheiro público e precisa de todo um trâmite oficial pra ser liberado. ?Estamos com um abacaxi. Estou tentando conversar com o comando do batalhão pra ver se consigo fazer uma intervenção técnica em Florianópolis pra liberar mais rápido esse recurso?, garantiu. A grana dos vermelhinhos é autorizada pelo comando em Floripa.

Sobre a diminuição de guarda-vidas nos postos das praias, o major César afirma que tem feito o possível pra mantê-los com a merreca de grana que resta. O recurso que foi mandado na operação veraneio está indo pro espaço e junto com ele o número de heróis na beira do mar. Pelas contas dele, o dindim deve durar até o dia 15 de maio. Depois da data, deverão sobrar apenas os dois vermelhinhos militares na praia. ?Estamos raspando a panela, no fundo do tacho. Estou tentando remanejar o recurso para tentar emendar as temporadas?, explica.

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