• Postado por Tiago

Os mais de 260 monitores da Zona Azul cruzaram de vez os braços e agora não têm data pra voltar ao trampo. A prefa pediu à dona justa um parecer sobre a greve e, se ela for considerada abusiva, a turma pode ir pro olho da rua.

Os trabalhadores cruzaram os braços pela primeira vez na quinta-feira da semana passada. Durante três dias ninguém foi pras ruas cobrar por estacionamento nas áreas públicas da cidade. O motivo do berreiro é um projeto de lei do executivo manezinho que pretende privatizar o serviço.

Os trabalhadores já estiveram na câmara e não conseguiram da maioria dos vereadores a garantia de veto total ao projeto. Pra Alexandre Fernandes, coordenador do movimento dos monitores, a ameaça da prefa só anteciparia algo que eles já sabem que vai rolar. “Podemos perder o emprego do mesmo jeito. O que não podemos é aceitar que um projeto vá a votação sem que os principais interessados sejam consultados. Estamos apenas reivindicando o nosso emprego e o sustento de nossas famílias”, argumenta.

O prefeito em exercício de Floripa, João Batista Nunes (PR), tá indignado com a mobilização dos monitores. Ontem convocou uma entrevista coletiva e cercado de gente da polícia Militar e da guarda Municipal afirmou que vai ter gente na rua a partir de segunda-feira pra dar garantias de trabalho a quem quiser furar a greve. Afirmou ainda que 50 novos monitores estarão nas ruas pra que as áreas de estacionamento no centro tenham algum tipo de controle. “O projeto de lei está sendo interpretado de forma equivocada. Precisamos resgatar o objetivo da Zona Azul, que era fazer um trabalho social. Hoje esse compromisso não existe mais. Em vários pontos da cidade temos o monitor, às vezes indicado por condição política, e o flanelinha. Queremos que todos sejam incluídos neste processo. Neste momento fazemos um apelo aos monitores que voltem às suas atividades”, diz João Batista.

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