• Postado por Tiago

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Absorventes sem ?asas? foi o item que mais subiu de preço e variou entre os mercados

Se é que existe um lado bom da pandemia de gripe porca pelo mundo afora, é a melhoria dos hábitos de higiene do povão, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. Com medo de pegar a maledeta, a galera se antenou pra importância de atitudes simples como lavar as mãos. Mas não é lavar a mão de qualquer jeito ? pra ser eficaz, a lavada tem que ser parecida com a do médico antes de entrar na sala de cirurgia.

Quem ganha com isso, além da saúde pública, são os fabricantes e vendedores de produtos de higiene, que tão vendendo que nem pão quente. Tanto que muitos itens até baixaram de preço nos últimos três meses.

Dos 27 produtos pesquisados pelo DIARINHO em quatro supermercados da city, 13 caíram de preço no último trimestre, 13 subiram e um ficou na mesma. Caíram de preço, principalmente, papel higiênico de folha dupla (-6,26%), fio dental (-5,96%), produtos para a toilete masculina (-12,07%) e sabonete, tanto em barra (-11,49%) quanto líquido (-5,47%).

A lâmina de barbear mais simples, da BIC, caiu uma barbaridade: passou de R$ 3,66 para R$ 1,74, em média. Os itens que ficaram mais caros foram o absorvente Sempre Livre sem abas (20,40%), a pasta de dente Close-up (13,77%), a loção para o corpo da Nívea (9,98%), o desodorante roll-on Nívea (7,30%) e o creme de pentear Palmolive (6,85%).

?Realmente, o pessoal ficou mais atento à higiene pessoal por causa da gripe e tá adquirindo mais estes produtos. Inclusive, o sabonete líquido e o papel higiênico de folha dupla, que já foi um item mais caro, hoje está sendo comprado pelo consumidor comum, até porque os preços vem caindo?, conta o gerente do supermercado Xande, Luciano Reis.

Consumo sofisticado

Luciano garante que a indústria tá baixando a margem de lucro e fazendo embalagens maiores pra conquistar o consumidor, que percebe que tá caindo a diferença entre os produtos de menor e maior qualidade, e vale a pena gastar um pouco mais pra ter mais conforto. Ou seja, o padrão de consumo do peixeiro tá ficando mais sofisticado. Que chique!

?É o caso do papel higiênico, que começou a vir em pacotes com oito rolos com preço mais em conta?, revela. Ele disse que depois de um avanço nos preços no ano passado por causa do aumento da matéria prima, principalmente o sebo do boi, usado em sabões e cremes, os preços voltaram à normalidade.

E o gerente acrescenta que até o supermercado acabou incorporando hábitos de higiene mais rigorosos depois da gripe, como borrifar a esteira dos caixas com álcool entre um cliente e outro. ?E as funcionárias grávidas continuam afastadas. Pelo menos, até o período mais forte da epidemia passar?, completa.

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