• Postado por Tiago

Dar presente para a mãe no segundo domingo de maio é tradição no Brasil há tempos. Ela foi oficializada em 1932, por um decreto do então presidente Getúlio Vargas.

Não só por aqui, mas em muitos outros países, a data existe para lembrar o esforço e a dedicação de quem nos colocou no mundo. Mas desde quando o homem comemora a existência das mães?

Há diversas histórias sobre a origem da celebração, algumas controversas e sem comprovação. Sabe-se que, em Esparta, na Grécia antiga, somente duas pessoas tinham direito a ter algo escrito em seus túmulos: os soldados e as mães que morriam nos partos. Elas eram consideradas guerreiras também.

A valorização da figura materna também ganhou destaque com o cristianismo e a imagem de Nossa Senhora. Desde o começo da Idade Média, o Ano Novo começava em 25 de março, data da Anunciação – quando o anjo Gabriel teria dito a Maria que ela iria ficar grávida do Espírito Santo.

Mas foi só a partir de 1600 que uma data para comemorar as mães começou a se espalhar pela Europa. Nessa época, surgiu na Inglaterra o chamado “Domingo das mães”, no quarto domingo da Quaresma. Era um dia em que eram homenageadas as mães inglesas.

Com o tempo – e com a influência da Igreja Católica – a data se misturou com a celebração da “Mãe Igreja”, e as pessoas homenageavam ambas: igreja e mães. Nesse dia, as pessoas geralmente recebiam dispensa do emprego para ficar com suas mães. Segundo uma reportagem da rede BBC, uma receita especial de bolo, o ‘bolo da mãe’ era preparada neste dia.

Nos EUA 

O dia tem uma história famosa nos Estados Unidos e foi consolidado por uma mulher que nunca teve filhos.

Conta-se que, após a morte da mãe, Anna Jarvis começou uma campanha para a institucionalização da data: escreveu para ministros, empresários e conseguiu apoio. Em 1910, a Virgínia Ocidental foi o primeiro estado a adotar a data e, quatro anos depois, o presidente Woodrow Wilson ratificou o segundo domingo de maio como oficial “Dia das Mães”.

Mas Jarvis ficou incomodada com a comercialização intensa de sua ideia. Ela foi detida durante distúrbios nos ‘segundos domingos de maio’ e morreu em 1948 em um asilo. Pobre, cega e sem filhos.

fonte: G1

  •  

Deixe uma Resposta