• 01 dez 2009
  • Postado por Tiago

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DIARINHO resgata taça do vice-campeonato catarinense do Marinheiro em 2000 e, provavelmente, parte do troféu do título estadual da Segundona de 1999, ambas em péssimo estado

A polêmica envolvendo troféus conquistados pelo Marcílio Dias está de volta. Depois de descobrir o paradeiro das taças da copa Santa Catarina e da recopa Sul-Brasileira de 2007, ontem o DIARINHO recebeu outros dois troféus marcilistas: o de vice-campeão do Catarinense de 2000, quando perdeu pro Joinville, e, provavelmente, o do título estadual da Segundona de 1999, quando venceu o Itajaí.

O carinha que fez a entrega não quis se identificar e nem falar quem mandou a ?encomenda? contendo parte da história do Marcílio. Pra saber mais sobre o descaso com essas importantes conquistas, a reportagem ouviu pessoas ligadas ao clube, até mesmo pra tentar entender o que rolou pra que esses troféus não estivessem no Gigantão das Avenidas.

Presidente do clube entre 2003 e 2005, Normélio Weber diz que quando assumiu a presidência, ao substituir Valdemar da Rosa, irmão de Egon da Rosa, encontrou todos os troféus do clube debaixo de uma escadaria que dá acesso às arquibancadas cobertas. ?As taças não estavam na época. Com certeza teve a ver com eles (Valdemar e Egon) o sumiço das taças. O que estava ali mandamos restaurar, e essas não estavam mais?, lembra Normélio.

A mesma história

Hoje suplente do conselho deliberativo, José Carlos Júnior, que também atua na secretaria do clube, diz a mesma coisa. ?Em 2003, o Normélio Weber assumiu e as taças não estavam no clube. Não sabíamos de nada?, diz Júnior. Ocupado com questões financeiras e administrativas, o presidente Abelardo Lunardelli não sabia do sumiço, mas admitiu que isso é fichinha perto dos atuais problemas. ?Não que isso não seja problema, mas diante do que enfrentamos não me assusto?, lasca o doutor.

Herança maldita

Uma coisa é certa quando se fala de Marcílio: os rolos que Egon teve e fez no clube. A reportagem tentou falar com o cartola, presidente do clube no ano do vice-campeonato estadual, mas não conseguiu. Normélio, que parece não ter papas na língua, falou mais sobre aquela época que, apesar de vitoriosa, em parte deixou um abacaxi pros seguintes presidentes descascarem. ?O Marcílio não tinha nada no lugar, era um absurdo, não tinha sala de troféus, tratavam o clube como se fosse qualquer coisa, não tinha nada organizado. Ele (Egon) levou absolutamente tudo?, lasca o ex-presidente.

Boleiros pagam o pato

Capitão marcilista em 2000, Gelson Silva, hoje técnico do Atlético de Ibirama, ficou magoado ao saber da história. ?O sentimento é triste. As pessoas não conseguem dar uma sequência no Marcílio. Sou da terra e queria ver o Marcílio reestruturado. Foi importante aquele título, era a oportunidade de se reestruturar. Sabemos como foi duro e tem sido até agora. Pra mim foi muito importante, porque naquele ano fui destaque da posição?, lembra o agora treinador Gelson.

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