• Postado por Tiago

O engenheiro eletricista Gilberto dos Passos Aguiar é assistente técnico da diretoria comercial da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.(Celesc). Para ele, ao contrário do que o deputado afirma, os resultados no consumo gerados pelo horário de verão valem a pena porque não sobrecarregam o sistema elétrico nacional e geram economia no consumo de combustíveis utilizados para gerar energia elétrica.

A grande vantagem da mudança do horário, explica o engenheiro, é a diluição do pico do consumo, que acontece geralmente entre 18h30 e 21h30 em períodos normais. É justamente nesse horário que as pessoas saem do trabalho ou da escola, chegam em casa e passam a usar, todas ao mesmo tempo, o chuveiro, a geladeira e os eletrodomésticos. Também nesse horário começa a funcionar a iluminação pública. Com isso, há uma sobrecarga no sistema elétrico de todo o país.

Com a mudança de horário, a demanda pelo uso da energia elétrica se espalha por um tempo maior e não exige tanto do sistema elétrico. Em Santa Catarina, esse deslocamento no pico de consumo chega a 4,28%. É como se toda a Florianópolis, que tem aproximadamente 400 mil habitantes, não consumisse energia no horário do pico em todos os dias em que vigora o horário de verão.

A lista dos benefícios, diz Giberto, não é pequena. “Com o horário de verão, o sistema elétrico não vai ao extremo, não há risco de apagões ou racionamentos, gasta-se menos combustíveis no país e cria-se uma cultura, entre os brasileiros, de consumo eficiente de energia”, aponta. Em valores, a economia para o país chega a R$ 2 bilhões somente com a economia de combustíveis para gerar a movimentação das usinas.

Gilberto admite que a economia geral do consumo no estado é pequena. No ano passado, foi de apenas 0,6%. Isso representa o consumo da cidade de São José durante todo o período do horário de verão. São José fica na grande Floripa e tem cerca de 200 mil habitantes.

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