• Postado por Tiago

Funcionários e pacientes do hospital de Camboriú tão sem máscaras descartáveis pra impedir a infecção pelo vírus da gripe porca. A pendenga rola porque não há um lugar pra comprar as máscaras e o hospital não tem mais o produto no estoque. Pra evitar a contaminação, a galera que chega por lá recebe tapadores de boca de pano que devem ser esterilizados a cada duas horas.

A administradora do hospital, Sônia Radloff, explica que a fundação hospitalar tenta comprar as máscaras descartáveis desde o início do mês, mas as empresas fornecedoras não têm mais os bagulhos no estoque pra vender, desde que começou a se falar na gripe porca. Pelas contas oficiais, o hospital necessita de umas 400 máscaras por dia pra serem usadas pelos pacientes e funcionários. “A demanda é muito grande e as máscaras precisam ser trocadas de duas em duas horas”, explica.

O material disponível no hospital acabou no dia 20 de agosto. Pra tentar evitar um perrengue ainda maior, Sônia pediu máscaras emprestadas à secretaria municipal e estadual de saúde, ao hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú, e às clínicas particulares, mas só ganhou um não bem grande de todos. “Eles estão se negando porque não tem no mercado. Não há condições de emprestar porque estão se precavendo”, explica.

Enquanto não há máscaras descartáveis disponíveis, o pessoal do hospital tem sivirado como pode. Pra evitar a infecção entre pacientes e funcionários, enjambraram o uso de máscaras de tecido. Os panos, que deveriam ser utilizados apenas no centro cirúrgico e por médicos, estão sendo entregues ao povão que dá as caras por lá com sintomas da nova gripe ou aos funcionários que têm contato direto com a galera dodói.

A gerente de enfermagem Ana Paula Ody afirma que as máscaras enjambradas têm que ser esterilizadas a cada duas horas em autoclave, que é tipo de um forninho usado pra matar os vírus e bactérias. “Não é o ideal, mas é a forma que estamos tentando amenizar”, explica. Pra piorar, o hospital conta apenas com 80 panos, que também não são suficientes pra atender toda a demanda. Por isso, o pessoal que fica sem máscara é orientado a lavar as mãos a toda hora e usar álcool em gel, que tem de sobra no estoque.

Pelas informações repassadas, até ontem apenas uma pessoa estava internada em Camboriú com suspeita de estar com a gripe porca. A gestante está tomando Tamiflu e não corre risco de morte, mas permanece internada no isolamento, pra evitar contato com outros pacientes e funcionários do hospital. “Ela não necessita usar a máscara, mas as pessoas que entram no quarto usam e orientamos ela pra que use durante as consultas também”, explica Ana.

Prefa quer ajudar

Embora a responsa da compra de materiais seja da fundação hospitalar, a prefeitura da cidade da pedra promete dar uma forcinha. A secretária da saúde, Márcia Regina Oliveira Freitag, que se recupera de um resfriado, confirma a falta de oferta dos fornecedores, mas chorou adoidado e conseguiu que um fornecedor lhe entregasse uma nova leva de máscaras descartáveis hoje. “Tudo que for disponibilizado pra nós estaremos dividindo com o hospital”, garante.

A secretária conta que a situação tá tão feia que até o município tá perigando ficar sem máscaras nos dois centros de triagem instalados no centro e no bairro Monte Alegre. “Estamos com falta no estoque. Se não chegar até amanhã (hoje), vai faltar máscara”, admitiu.

  •  

Deixe uma Resposta