• Postado por Tiago

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Máquinas tavam enfiando estacas na bem pertinho do mangue

Fiscais do Ibama embargaram ontem uma obra que rolava em cima de área de mangue, às margens do rio Camboriú, na Maravilha do Atlântico. A empreitada, que não tinha licença ambiental, foi suspensa até que o dono da área arrume autorização pra mexer no local.

Quem desconfiou da sacanagem foram moradores de Camboriú, que passam todos os dias pela balsa que faz a travessia entre o bairro São Francisco, na capital da pedra, e a Vila Real, no Balneário. Eles viram o estrago que tava rolando, desde a semana passada, e deduraram ao Ibama.

Ontem, fiscais do órgão pintaram por ali e flagraram uma baita máquina fincando estacas de cinco metros na chón. Boa parte do terreno já tinha ganhado uma camada de barro, que daria lugar a um trapiche.

Os bizolhudos pediram que a peãozada, que tava trampando na área, apresentasse as licenças ambientais. Mas tudo o que o responsável tinha era um parecer técnico assinado pelo secretário de meio ambiente, André Ritzmann, que não especificava o que poderia ser feito no terreno.

Diante da falta de papélis, a fiscalização mandou parar o trampo e deu até segunda-feira pra que uma licença de verdade apareça, o que vai ser bem difícil. O rio Camboriú sofre influência da maré e por isso a lei só autoriza construções com 50 metros de recuo.

O DIARINHO tentou conversar com o capo do meio ambiente, André Ritzmann, mas o cara tava ocupado. O mandachuva da fiscalização da secretaria, Arnaldo Matias, disse que não tava sabendo de nenhuma irregularidade e prometeu verificar o que tá rolando.

Não é a primeira vez

Há cinco meses, nove moradores das margens do rio Camboriú ganharam uma carcada da dona justa federal por terem construído em área de preservação. Eles foram condenados a desembolsar R$ 1 mil pra cada metro quadrado construído.

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