• Postado por Tiago

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?Não tá certo isso?, reclama Leandro

O segurança Leandro Antônio Severino de Almeida, 27 anos, se sente lesado pela Habitesc Empreendimentos Imobiliários. Ele acusa a empresa de aumentar o valor da prestação do terreno que comprou no loteamento Portal 2, nos Espinheiros, em Itajaí. O reajuste estaria muito além do que prevê o contrato.

Leandro comprou o terreno em fevereiro de 2007. São 60 prestações. O valor inicial era R$ 350, que, pelo contrato, seria reajustado pelo índice nacional de preços ao consumidor (INPC) ou pelo índice geral de preços (IGP), mais 1% ao mês. Quando chegou na quarta prestação, em maio daquele ano, o valor subiu junto com o salário mínimo. Foi pra R$ 380. Em maio do ano passado, novamente seguiu o salário mínimo: passou para R$ 415. Em abril deste ano para R$ 465.

?Não tá certo isso. Era pra ser só o INPC ou o IGP?, reclama Leandro. Ele diz que teria ido na imobiliária reclamar e, apesar de admitirem a sacanagem, lhe mandaram entrar na justiça se quisesse o dinheiro de volta.

Reajuste é menor que a inflação

Alcir Notari, diretor da Habitesc, diz que Leandro não prestou atenção no contrato e que o aumento das prestações pelo salário mínimo tem valor menor do que se fosse utilizado o INPC ou o IGPM. ?Está no contrato que os valores nunca serão maior que o salário mínimo?, diz, explicando: ?Criamos esse teto para que a prestação não ficasse muito alta?.

O empresário acha que Leandro calculou apenas o INPC ou o IGPM e se esqueceu de botar na conta o 1% ao mês. Por isso, nos seus cálculos, o reajuste deu menor que o salário mínimo. ?Mas ele pode vir aqui e recalcular. Se por acaso tiver 10 centavos a mais nós devolvemos. Somos muitos rigorosos nesse sentido?, concluiu Notari.

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