• Postado por Tiago

As coisas se complicaram para o tucano, segundo o relatório da PF

O atentado sofrido pelo fiscal da fazenda, Carlos Henrique Batista de Barros, em março do ano passado, em Itajaí, pode ter ligação com o rolo envolvendo o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) e a empresa Arrows. Pelo menos é o que aponta o relatório da operação Transparência da polícia Federal, que resultou no indiciamento do tucano por corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional.

Pelo inquérito, Carlos Henrique, um dos auditores da secretaria e ligado ao grupo de Especialistas em Combustíveis e Lubrificantes (Gesco), emitiu um parecer contrário à reativação do registro estadual da Arrows Combustíveis do Brasil. O abobrão foi citado diversas vezes pelos representantes da empresa, Marcos Pegoraro e Eugenio da Rosa, nas gravações da PF, criticado por sua atuação, já que estaria perseguindo a empresa.

No dia 13 de março do ano passado, um dia depois de dar o canetaço contra os empresários, o fiscal, de 35 anos, estava saindo do prédio onde mora, na rua Treze de Maio, bem no centro de Itajaí, quando começaram a atirar contra seu carro. Ele não chegou a ser atingido e disse ao DIARINHO, na época do crime, que estava recebendo ameaça de morte pelo telefone há alguns meses, e que elas estariam relacionadas a um caso que estava investigando.

Pra complicar ainda mais a vida dos acusados, que passariam a responder também por tentativa de homicídio e ameaça, em uma das conversas entre Pegoraro e Vanderléia Batista – advogada contratada pela Arrows para intermediar as conversar com Pavan -, registradas pela PF, Pegoraro diz que contratou um detetive particular para seguir os passos de Carlos Henrique.

Montagem?

O advogado de Pavan no caso, Cláudio Gastão da Rosa Filho, falou ontem, com exclusividade ao DIARINHO, que haverá uma reviravolta nas tretas envolvendo o tucano. Segundo ele, além do relatório e do inquérito da PF, que vazaram para a imprensa enquanto estavam em segredo de justiça, fitas de escutas telefônicas do processo também vazaram, mas foram interceptadas pela polícia Civil e estão passando por uma perícia. ?Temos informações que o laudo que será divulgado esta semana mostrará que as fitas do inquérito são uma montagem?, acredita o advolgado.

Sobre os trechos do relatório divulgado pela imprensa ontem, Gastão disse que não mudará em nada a defesa do bagrão. A papelada será entregue hoje no Tribunal de Justiça. ?Isso só mostra o desespero que vem passando a acusação. Antevendo que vão perder o caso no TJ, eles tentam, divulgam peças do processo em segredo de justiça para manipular a opinião pública?, lasca.

O advogado conta que a ausência de provas das acusações feitas pelo Ministério Público Estadual será a base da defesa de Pavan, que lasca o pau no procurador geral do MP, Gercino Gerson Gomes Neto. Gastão fala também que divulgar o inquérito foi uma atitude precipitada, e que ele teria apresentado a denúncia como verdade absoluta. ?Ele prejudicou muito a defesa. Foi uma atitude lamentável. A acusação está perdida porque sabe que os desembargadores do TJ não vão acatar a acusação?, finaliza.

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