• Postado por Tiago

O Herbário Barbosa Rodrigues foi contratado pelo governo da Santa & Bela pra fazer o levantamento da flora catarinense. A instituição é a única no Brasil que possui a flora coletada, estudada e publicada. O contrato entre as partes foi assinado este mês e tem previsão de ser encerrado em três anos. O Herbário, para quem não sabe, fica naquele prédio histórico da avenida Marcos Konder, no centro de Itajaí, bem em frente ao estádio do Marcílio Dias.

O projeto deve começar em fevereiro e será planejado e estruturado pelo diretor científico e professor da universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ademir Reis. A secretária administrativa Zilda Bernardes diz que dois funcionários, dois estagiários e um técnico farão as fichas específicas para o levantamento das plantinhas ameaçadas de extinção.

“O Herbário tem 70 mil exsicatas (caixas de metal onde as famílias das plantas dessecadas são guardadas para pesquisas), que representa 95% da flora catarinense. Nós temos condições de fazer o levantamento pelos dados que já possuímos”, adianta Zilda.

Hoje sabe-se que plantas como xaxim, imbuia e canela sassafrás estão sumidas do território catarinense. Esse banco de dados começou a ser feito em 1946 pelo padre Raulino Reitz, que dividiu o estado em 180 estações de coletas, cada uma com 1km². Ele abriu picadas em volta delas e as visitava durante as quatro estações do ano para acompanhar o cultivo e o desenvolvimento das plantas.

O trabalho deve ser realizado em no máximo três anos e contará com a ajuda da UFSC e da universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). “Todos os estados deveriam fazer esse trabalho para começarmos a solucionar o problema da flora brasileira. O problema é o comércio, as construções, a pecuária, a agricultura e a habitação que deixou chegar nessa situação caótica”, desabafa Zilda, que trabalha há 38 anos no Herbário.

Entenda o processo

As plantas são coletadas só quando estão férteis, ou seja, quando as flores e os frutos já estiverem brotados. Depois, o pesquisador leva a ficha de coleta para o campo e anota todos os dados: local de coleta, altura, perfume, cor e data.

Ela recebe um nome, vai para o Herbário, é colocada na estufa até dessecar para depois enrolar no jornal com a ficha de campo e são guardas nas exsicatas. Acabado o processo, um profissional especializado na família da planta faz a identificação.

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