• Postado por Tiago

Se depender da velocidade das investigações policiais, o caso do menino que diz ter sido abusado por PMs com um pinto de borracha, vai demorar pra ser esclarecido. O ministério público estadual de Camboriú ainda tá à espera do resultado das investigações da polícia civil pra saber se dedura oficialmente à dona justa um grupo de policiais militares suspeitos de terem torturado o adolescente de 14 anos. A desgraceira teria rolado no final de março, depois que o patrão do guri foi preso, acusado de ter um desmanche. Os militares teriam usado um pinto de borracha pra forçar o garoto a abrir o bico.

Carine Schlichting, advogada do menor, diz que o processo instaurado na polícia militar até já foi concluído, mas tá faltando um parecer dos fardados. “Já foi apurado. A vítima foi chamada pra fazer o reconhecimento dos policiais”, informa.

O capitão Alfredo Von Knoblauch, do pelotão de Cambu, não foi encontrado para confirmar as afirmações da advogada do menino.

Já na polícia civil, as bizolhadas ainda não acabaram. O delegado responsável pelo caso, Fábio Moreira Osório, afirmou que as investigações continuam, mas não quis adiantar detalhes antes da conclusão do inquérito.

MP tá de mãos amarradas

Até que a polícia civil entregue o relatório final, dizendo o que realmente rolou com base nos depoimentos do garoto e dos suspeitos, o ministério público tá de mãos amarradas.

A assessoria da promotora Nataly Lemke, que vem acompanhando o caso, informou que a dotôra tá à espera do final das bizolhadas da PM e da Civil pra decidir como vai agir.

Baita humilhação

A tortura teria rolado no dia 21 de março, um sábado. O adolescente, A.C., 14 anos, era funcionário de uma lavação de carros, cujo dono tava envolvido com desmanche de carangos e motocas.

A., que jura não saber dos rolos do patrão, diz ter sido levado por integrantes do pelotão de policiamento tático (PPT) da PM pra uma sessão de horrores quando chegou ao trabalho, pela manhã.

O garoto diz que os policiais queriam que ele revelasse detalhes das atividades do chefe. Como ele jurava de pés juntos que não sabia de nada, foi submetido à tortura com choques, porradas e humilhações. Os PMs teriam esfregado um pinto de borracha em seu ânus pra que ele abrisse o bico.

Depois das denúncias, o menor foi levado pra outro estado. Está sob o cuidado de parentes. Pra garantir a segurança do rapazote, os familiares não revelam onde ele tá morando.

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