• Postado por Tiago

Chefona da WFO e integrantes da comissão do hospital se reuniram hoje

O hospital municipal de Balneário Camboriú, que permanece fechado, pode ser administrado pelas freiras do instituto de missionárias que cuida do hospital Marieta, em Itajaí. Pela sugestão do secretário da saúde do estado, Dado Cherem (PSDB), o hospital seria comandado nos moldes do hospital peixeiro, com 85% dos atendimentos pelo sistema único de saúde (SUS) e os outros 15% por planos de saúde, contrariando a vontade do prefeito Edson Periquito (PMDB).

Pelas contas feitas até agora, o hospital municipal custaria cerca de R$ 800 mil/mês. A média de valores foi calculada usando o hospital Santa Inês como base. Como o SUS só libera R$ 500 mil, a prefa teria que pingar mais R$ 200 mil todo santo mês. Já os últimos R$ 100 mil ficariam por conta dos endinheirados que podem pagar plano de saúde.

Como o governo do estado não pode ajudar com o custeio, o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) ofereceu uma forcinha pra liberar verbas pra compra de equipamentos, laboratórios, UTI, e até pra fazer o pronto-socorro.

A diretora técnica do Marieta, Denise Nova Cruz, se recusou a dar entrevista ao DIARINHO. Apesar disso, a reportagem ficou sabendo que membros do instituto já fizeram uma visita ao Ruth Cardoso e teriam gostado do que viram.

100% SUS

A proposta de administração vai contra o que o prefeito Periquito berra aos quatro ventos, que é abrir um hospital 100% SUS. O autor da sugestão, o secretário de estado da saúde, entende que a intenção do administrador do município é inviável. ?Se for atender 100% de SUS, como ficam os pacientes que têm plano particular??, perguntou Dado Cherem.

A galera do conselho municipal da saúde e do conselho regional já tá sabendo da proposta e até se reuniu na manhã de ontem pra dar um plá com a responsável pela construção do hospital, a chefona da Organização Mundial da Família, a WFO, Deisi Kusztra. ?Precisamos nos reunir para encontrar uma solução. Essa é uma obrigação nossa?, relembra Deisi. Quanto à possibilidade de alteração do projeto pra incluir um pronto-socorro, Deisi diz que o filho agora é da prefa. ?Essa parte não é mais da minha competência?, manda.

Um dos membros da comissão formada pra botar o hospital pra funcionar, o vereador tucano Dão Koeddermann, diz que tão levantando as informações todinhas pra depois levar a proposta ao prefeito-ave. ?Ainda vamos amadurecer um pouco mais isso e tá marcada pra terça-feira uma nova reunião da comissão sobre o assunto?, conta Dão.

O hospital

O Ruth Cardoso tá pronto há oito meses, mas ainda não funcionou porque a prefa primeiro tem que terminar as obras externas (pátio, estacionamento) e ainda não definiu a forma de gestão. Foi construído pela WFO em convênio com o município, e participação do estado. Custou R$ 27 milhões, tá todo equipado e corre o risco de ter os materiais e maquinário deteriorados pela falta de uso.

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