• Postado por Tiago

Um baita jacaré cheio de dentes afiados apareceu no sábado de manhã na praia do Quilombo, quando os surfistas tavam se preparando pra ‘pegar uns jacarés’, perto das 10h. Eles tentaram tirar o bicho da água logo que foram avisados por um casal de banhistas, mas o animal siscapou. O DIARINHO não conseguiu uma cópia da foto que fizeram do animal.

Os bombeiros voluntários de Penha e das Piçarras foram chamados pra tirar o jacaré, mas ele foi mais safo e sumiu nas águas do Quilombo. Até o helicópetro Águia da PM participou das buscas, também, sem sucesso. A útima vez que o bicho foi avistado foi às 15h, antes de cair a trovoada.

Chegaram a pensar que fosse um crocodilo, de tão grande que era o animal. O comandante dos bombeiros voluntários, Johnny Coelho, disse que se não fosse um surfista ter feito a foto, o povo ia achar que eles eram doidos. “Já fui em alguns zoológicos e nunca tinha visto um jacaré daquele tamanho. O tratador de animais do parque Beto Carrero, que foi chamado pra fazer a identificação, disse que pelas características da cabeça, parece ser um crocodilo”, relatou.

O problema é descobrir de onde saiu o crocodilo, já que foi descartado que fosse do parque Beto Carrero. Como o parque não tem ligação com o mar, o crocodilo teria que ter vindo por terra, e como ninguém viu o bicho passar, a hispótese foi descartada. Johnny também disse que teve quem pensasse que ele tivesse vindo da Ilha Feia, onde tem muitos lagartos, mas nada que se compare à foto feita por Rafael Saldanha. “Também falaram que poderia ter vindo da Patagônia, como vem os pinguins, mas também é difícil comprovar”, opina. Johnny foi o último a avistá-lo, de jetski. “Como ele tem sensores muito sensíveis, logo que tentávamos uma aproximação, ele desaparecia”, conta.

Rafael Saldanha, 28 anos, é fotógrafo e surfista de fim de semana. Ele conta que quando foi avisado do jacaré na água, correu pra casa buscar a câmera pra fotografar o animal. “Ele subia na superfície de 15 em 15 minutos pra respirar, por isso fiz milhares de fotos e só numa ele aparece”, relata. Rafael acha que a hipótese mais provável foi o animal ter vindo do rio Iriri, na divisa de Penha com Piçarras. E mesmo com o animal à solta, ele disse não ter medo de voltar a surfar por lá. “Todo mundo voltou por mar, mas o tratador de animais disse que seria loucura laçar o bicho, que a gente pensava estar morrendo na água. Na verdade, quem tentou, correu risco de vida”.

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