• Postado por Tiago

O prefeito soltou o verbo ao DIARINHO sobre o primeiro ano de governo e eleições de 2010 e 2012

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Prefeito quer candidato único do governo a deputado federal

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Jandir acredita que entrada do PMDB no governo foi benéfica

Sozinho, sem assessores para atrapalhar e encher o saco por perto, o prefeito Jandir Bellini (PP) concedeu entrevista exclusiva aos jornalistas Fernando Alécio e William De Lucca, na segunda-feira, após o seminário sobre o pré-sal, na Univali. Jandir falou por de cerca de 30 minutos sobre o primeiro ano do seu terceiro mandato como prefeito de Itajaí e da conjuntura política de 2010 e até de 2012. A seguir, os principais trechos da entrevista:

?Se cada um olhar só para si e para o seu partido, cada um vai fazer para si. O prefeito vai voltar a jogar o futebolzinho dele, jogar o dominó dele. Vou cuidar do governo municipal sem me envolver?.

DIARINHO ? Passada a fase de reconstrução da cidade, o que a população de Itajaí deve esperar do governo Jandir Bellini em 2010?

Jandir Bellini ? Acho que população pode esperar que agora nós vamos ter condições de colocar em prática os compromissos que nós assinamos no programa de governo. Nós temos um contrato social com a população de Itajaí e temos que trabalhar para que este contrato social possa realmente ser cumprido pela administração. Precisamos retomar a nossa economia, este é o ponto fundamental. Pela primeira vez na história, acredito, a nossa economia, que vinha numa crescente, teve um recuo.

DIARINHO ? Quais são os projetos prioritários deste ?contrato social??

Jandir ? São projetos como a construção do Centro Integrado de Saúde, projetos que contemplem o sistema de transportes, a mobilidade urbana de Itajaí, com construção de ciclovias, passeios públicos, novas vias, pontes e se necessário construir elevados nos pontos críticos do nosso sistema viário. Na área da Educação, a construção de novas unidades escolares, principalmente em termos de creches, que temos uma demanda muito grande.

DIARINHO ? Qual foi o impacto da crise na economia na cidade?

Jandir ? Quando ela [a economia do município] vinha crescendo em torno de 20% de 2008 para 2009, nós recuamos em torno de 10%. Isto significa 30% de nossa economia retraída. Claro que isto teve reflexo na administração. Isto representa mais de R$ 100 milhões. E nós tínhamos a cidade para recuperar. Tivemos que administrar isso com criatividade e dedicação. Foi o que nos dificultou corresponder à expectativa que o povo tinha com relação ao governo. Só quem vive esse momento é que sabe. O que foi possível fazer, nós fizemos.

DIARINHO ? O governo federal está bancando a reconstrução do porto. Mas, na reconstrução da cidade propriamente, Itajaí teve que se virar sozinha?

Jandir ? Eu quero lembrar que este ano foi atípico, além das questões econômicas, porque tudo o que nós realizamos até este momento foi com recursos do próprio itajaiense, que contribuiu através dos seus impostos. Nós não tivemos repasse financeiro do governo federal e nem do governo estadual. Temos as obras do porto sendo realizadas pela União, o governo do Estado tem feito a parte que lhe cabe com relação às escolas estaduais, mas em termos de repasse de recursos da União e do Estado, até este momento o dinheiro não caiu.

DIARINHO ? Leonel Pavan (PSDB) deve assumir o governo do Estado em janeiro. O que Itajaí pode ganhar com isso?

Jandir ? Eu tenho certeza que o vice-governador tem por Itajaí um carinho, uma admiração e até mesmo um compromisso muito grande.. Ele sempre foi muito bem votado em Itajaí. Ele tem vínculos com Itajaí, porque aqui ele estudou, ele esteve ligado com Itajaí boa parte de sua vida. Então, eu acho que Itajaí vai ser beneficiada, com certeza, dentro daquilo que o governador puder fazer.

DIARINHO ? Existem rumores de que o vereador Luiz Carlos Pissetti (DEM) pode mudar de partido, fala-se no PMDB. O que o senhor acha disso?

Jandir ? No seminário de gestão do nosso governo [realizado no último fim de semana] participou a bancada de sustentação do governo e foi levantada esta questão. O vereador Pissetti foi claro que tudo não passou de uma brincadeira com o vereador Lamim (PMDB), mas que ele permanece no DEM, não pensou em sair do DEM, embora não tenha nenhum constrangimento com relação ao PMDB.

DIARINHO ? Muita gente não engoliu a entrada do PMDB no governo?

Jandir ? Hoje o PMDB faz parte do nosso governo e tem contribuído muito. Não só com o apoio no legislativo. Dizem que o prefeito Jandir convidou o PMDB para ter maioria no legislativo, mas não é só isso. Nós trouxemos o PMDB para auxiliar naquilo que a população espera do governo. Só uma coisa já justificaria a presença do PMDB no governo:: foi através do PMDB, de suas lideranças no Congresso Nacional, que conseguimos uma audiência com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), na qual ela bateu o martelo dizendo que Itajaí terá o seu canal de acesso ao porto de 14 metros e que os recursos estariam assegurados. A obra realmente vai sair.

DIARINHO ? A relação do PT com o PP em Itajaí não é das melhores. Caso os dois partidos selem aliança em Santa Catarina no ano que vem, haveria constrangimento em subir no mesmo palanque com Volnei Morastoni?

Jandir ? Não é que o relacionamento não é dos melhores. O que há é o posicionamento político. O PP é situação, o PT é oposição. Mas tanto o PT como o PP têm um interesse só, que é o bem comum de toda a sociedade. A política é feita para se somar. Quero dizer que não tenho dificuldade nenhuma de estar no palanque com o PT, com outros partidos, desde que haja um projeto que comece em nível nacional e que seja do interesse de Itajaí.

DIARINHO ? Quem o senhor apoia para candidato a governador pelo seu partido: Hugo Biehl ou Angela Amin?

Jandir ? (Risos). Acho que a política tem que buscar sempre se somar. Nós precisamos apoiar um projeto que realmente tenha condições de ser vitorioso. E que seja do interesse de Santa Catarina. Então, esta questão de apoio a pessoas eu ainda não tenho uma posição porque não temos os nomes e nem as composições políticas. Conforme aquilo que for acordado nós tomaremos uma posição ou cruzaremos os braços e vamos deixar as coisas acontecerem.

DIARINHO ? Foi muito questionada a doação de R$ 14 mil da prefeitura para um jantar da associação Empresarial de Itajaí. O que o senhor acha desta crítica?

Jandir ? A realização do jantar tinha um significado. Foi mandado projeto para a câmara de Vereadores, foi aprovado, porque estes recursos também foram direcionados para o setor que considero o mais importante. O poder público tem que olhar para o setor social, para a saúde, para a educação, mas se nossa economia, o setor produtivo não for forte, não gerar empregos, não contribuir com seus impostos, o município não vai ter dinheiro para cumprir com seu dever social.

DIARINHO ? O senhor defende candidatura única de um nome do governo a deputado estadual, mas o vereador Clayton Batschauer (PR), líder do seu governo, já se declarou pré-candidato?

Jandir ? Eu tenho uma posição que já é pública: se cada um olhar só para si e para o seu partido, cada um vai fazer para si. O prefeito vai voltar a jogar o futebolzinho dele, jogar o dominó dele. Vou cuidar do governo municipal sem me envolver.

DIARINHO ? Na questão do reitor da Univali, José Roberto Provesi (PSDB), há comentários de que ele seria candidato a prefeito em 2012. Isto não geraria um conflito com o senhor, que pode ser candidato a reeleição?

Jandir ? Nós temos que ver aquilo que é bom para Itajaí. Eu não tenho pretensões de reeleição. Se nós tivermos um nome que seja bom para Itajaí, um único candidato. Aliás, já tive essa ideia em 2000, quando as pesquisas me davam larga margem de vantagem. Eu propus pegar um nome que não tivesse carreira político-partidária, que congregasse todos e que possibilitasse a Itajaí uma administração realmente com resultados e que todos participassem, acho que Itajaí daria um exemplo ao Brasil. Todos ganhariam.

DIARINHO ? Então, o senhor declara que estaria disposto a abrir mão de concorrer à reeleição se houver consenso em torno do nome do Provesi?

Jandir ? De um nome. Não pode ser eu a indicar. Tem que ser a sociedade.

?Não tenho dificuldade nenhuma de estar no palanque com o PT, desde que haja um projeto que comece em nível nacional?.

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