• 22 jan 2010
  • Postado por Tiago

Ainda há esperança

Embora ainda exista certa resistência dos mais radicais, há possibilidade de um acordo entre o Portonave, em Navegantes, e os trabalhadores avulsos do lado de cá, em Itajaí, que atuam no porto peixeiro. Essa foi a impressão que se tirou da audiência pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho na tarde de ontem.

Ganho real

A discussão girou em torno de proposta da superintendência do porto de Itajaí que, como autoridade portuária, interferiu nas negociações. Pela proposta, os portuários teriam um ganho de 26% sobre salário médio proposto pela dona justa às categorias de trabalhadores. A proposta do Portonave é de um ganho mensal de R$ 3.218,13, incluindo uma porrada de benefícios: odontológicos, alimentação, vale-compra, seguro e auxílio educação, previdência privada. Ufa!

Tumulto e blablabá político

O início da audiência foi um pouco tumultuado, mas com os esclarecimentos feitos pelo juiz Ricardo Diniz, da 3ª Vara do Trabalho, e do procurador do Ministério Público do Trabalho, Luiz Carlos Ferreira, os ânimos foram se acalmando e os radicais abandonando o velho discurso político e abrindo a possibilidade para aqueles que querem trampar em Navegantes. A resposta dos trabalhadores deverá ser conhecida nos próximos dias, após as assembleias das categorias.

Tudo ou nada

Uma das maiores preocupações do juiz e do procurador, demonstradas na audiência, foi em relação ao radicalismo do “tudo ou nada”. Os dois defenderam que esse é o momento da negociação e temem que os trabalhadores exijam demais e acabem ficando à deriva, esperando por uma decisão judicial que pode amargar longos 10 anos caso o processo vá pro Supremo. Ou então acabem chupando o dedo, perdendo os benefícios ofertados pelo Portonave.

Padre sem pecado

O conhecido padre, ops!, superintendente do porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Jr., não tem nada a ver com o terreno da operação Transparência, localizado na Capital da Pedrada, que teria sido dado em garantia entre a empresa de combustíveis Arrows e a Fazenda estadual. A terra, na Terra da Pedrada, não lhe pertence.

De outro

O terreno da confusão é, segundo o registro de imóveis, de extrema com o de Antônio Ayres dos Santos. Estaria em nome da empresa Construmar Agroflorestal Indústria e Comércio Ltda e teria duas matrículas, de números 68886 e 14582. Portanto, foi um erro botar no lombo do Antônio Ayres tal pecado. O seu único pecado, acredito, é gostar de viajar pra caramba…

Embolou mais ainda

Essa semana foi quente na disputa Joconte x Havan pelo terreno do (demolido) Shopping Caseca. O Tribunal de Justiça caneteou contra a Havan e lascou que ela não pode mexer em nada do terreno. Não pode construir nadica de nada. Resumindo: a decisão do juiz da Vara da Fazenda de Itajaí de salvaguardar direito da Joconte foi mantida.

Vai longe

Com essa decisão a brigaçada tende a se esticar por muito tempo. Dizem que a melhor saída é um acordo, mas duvido muito. E tem advogado que andou falando aos quatro ventos que a coisa tava resolvida para o lado da Havan. Não é bem assim, como mostra a decisão do TJ estadual.

Perde a cidade

Agora a pendenga vai tramitar no fórum peixeiro. Sem solução, perde a cidade. As duas empresas têm projetos importantes pra Itajaí. A Havan todos conhecem e a Joconte construiu vários shoppings no sul do Brasil. O último mudou pra muito melhor a cidade de Palhoça.

E agora, meu Pai?

Tá tudo acertado entre a prefa de Biguaçu e a organização Mundial de Saúde (OMS) pra construção de um hospital no mesmo estilo do Ruth Cardoso da Maravilha do Atlântico, que permanece vergonhosamente fechado pela inércia do governo Periquito.

Lá pode…

O curioso é que o alcaide de Biguaçu é do mesmo partido do homem-pássaro, Edson Periquito (PMDB), que teima em não agilizar a abertura do hospital municipal que já possuiu uma parafernália de equipamentos modernosos se deteriorando. A maioria dos equipamentos já perdeu o prazo de garantia…

LHS acenou

O bigodudo LHS já acenou que irá ajudar na construção do hospital de Biguaçu, junto com a OMS, assim como, a pedido do deputado Dado Cherem (PSDB), contribuiu no espirrar de 8 milhões pro Ruth Cardoso. Será que é isso que incomoda a atual administração?

Nem te ligo?

O que deixam os cocurutos coçando, se interrogando, é que se trata de dinheiro público e o Ministério Público parece não estar se sensibilizando com as portas fechadas de um hospital que era pra estar atendendo o povaréu de Balneário Camboriú. É preciso descruzar os braços.

Farta munição

A ex-vereadora bonitona Paula da Silva, a Paulinha (PDT), que tá em Brasília, tá doidinha pra voltar à Capital do Mergulho e tentar ser prefeita em 2012. Segundo os linguarudos, a muié teria farta munição pra barrar a reeleição do prefeito Maneca do Quiosque (PP). O único problema é que toda ação tem uma reação…

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