• Postado por Tiago

Diferente de Camboriú, Itajaí não terá um toque de recolher – que aqui é chamado de acolher – pra menores de 18 anos. A possibilidade de fazer valer a medida no Itajaí foi por água abaixo esta semana, quando o juiz da vara da Infância e juventude, José Carlos Bernardes, divulgou a análise do ofício encaminhado pelo secretário de segurança do cidadão, Carlos Ely Castro. O dotô entendeu que o projeto não é a melhor forma de trazer segurança aos menores e citou como exemplo um antigo projeto da prefa, que não deu em nada.

A intenção de Carlos Ely ao encaminhar a ideia à dona justa era trazer pra cidade o que já está sendo colocado em prática no município de Fernandópolis, em São Paulo. O toque de acolher adotado lá em Sampa não permite que menores de 18 anos fiquem zanzando pelas ruas, sem os pais, depois das 23h. “É uma medida preventiva, não de punição. É uma forma de fazer com que os pais se tornem mais responsáveis pelos filhos”, explicou o secretário.

Mesmo com toda a boa vontade do bagrão, o juiz Bernardes disse não apoiar o projeto. Ele analisou calmamente o ofício e deu seu parecer dizendo que sugere a criação de um programa exclusivo pra meninos de rua, onde tá o maior problema. O dotô falou ainda que o tal toque de acolher é muito semelhante ao projeto mão amiga, implantado na cidade no governo anterior e que não deu em nada. Para o juiz, os dois projetos são muito complexos e exigem o trabalho de profissionais específicos.

O promotor de justiça da 4ª promotoria da infância e juventude do ministério público, Rogê Macedo Neves, também não achou espetacular a ideia. O dotô falou que não leu o ofício, mas soube da pretensão do toque de acolher. Rogê acredita na aplicação das leis já existentes. “O nosso estatuto da criança e do adolescente oferece medidas suficientes pra puxar a orelha. Temos medidas de proteção, medidas educativas e punição”, garantiu.

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2 Respostas to “Juiz breca toque de acolher no Itajaí”

  1. comunidade Diz:

    Esse Juiz tem razão, em Itajai todos os jovens estão nas escolas, não tráfico de drogas, e a educação nos lares é exelente, todos os menores passam a noite em casa, não tem roubo nem assalto na cidade.
    Então pra que se preocupar.
    È isso ai seu Juiz.

  2. venicius Diz:

    Tem é que fiscalizar as leis já existentes, como proibir o consumo de alcool por menores.
    É proibido mas ninguém faz nada!

    Se não há fiscalização, não adianta ter leis!

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