• Postado por Tiago

O juiz corregedor do cadeião de Itajaí, Carlos Roberto da Silva, foi rápido em aceitar o pedido do Ministério Público estadual (MP-SC) para interditar a estrutura que virou um depósito de presos. A decisão saiu ao final da tarde de sexta-feira e dá 90 dias para que o departamento de Administração Prisional (Deap) diminua os atuais 672 para no máximo 500 detentos. A interdição deixou um abacaxi para ser descascado pelas polícias Civil e Militar, que não foram informadas pra onde levarão quem for preso a partir de agora.

Maurílio Antônio da Silva, diretor do presídio, informa que além do prazo de 90 dias para que o número de detentos baixe para 500, a dona justa determina ainda reformas na estrutura de vigilância do cadeião, que deverão ser ser feitas nos próximos três meses. Maurílio Silva diz que no inicio da semana passada, quando rolou uma tentativa de fuga, já havia pedido ao Deap 20 novos agentes. Atualmente são 28 babás de preso trabalhando no presídio. Apenas quatro homens e duas mulheres integram as equipes por escala de plantão. No papéli o cadeião peixeiro tem capacidade para apenas 198 pessoas.

A interdição passou a valer no sábado. O tenente Luís Carlos Cruz dos Santos, responsável pela comunicação social do 1º batalhão da Polícia Militar, em Itajaí, informa que a cada bandido que a PM ponha as mãos nas cidades da região e que precisem ser levados ao cadeião, o juiz corregedor será procurado para orientar e decidir o que fazer com o preso.

A bucha maior mesmo ficou com os tiras. O delegado Mauricio José Eskudlark, responsável pela polícia Civil no estado, admitiu ao DIARINHO que está preocupado e que não sabe para onde serão encaminhados os presos. Para o delegado Márcio Luiz Colatto, diretor de polícia do litoral da secretaria de Segurança Pública da Santa & Bela, cada pessoa guentada pela polícia se transformará num problema para as delegacias de Itajaí e Navegantes. Uma das soluções, acredita, será negociar vagas em algum presídio da região ou pedir uma solução aos juízes de plantão. No sábado, o cadeião de Brusque recebeu um preso de Itajaí e outro de Navegantes.

A interdição do cadeião e a falta de vagas em outros presídios tá prejudicando até as investigações da polícia Civil, afirma Colatto. “Só lamento a decisão do juiz numa sexta-feira, sem fazer antes uma reunião com o Deap. Não temos a competência legal (de cuidar dos presos), as delegacias não são adequadas”, reclama o delegado. E completa: “No meu entendimento, simplesmente interditar é uma decisão taxativa e unilateral. O sistema deve disponibilizar vagas e acabamos ficando com esta responsabilidade sem tê-la”, lasca.

Hoje está prevista uma reunião entre os chefões do Deap e os delegados de polícia da região para tentar achar uma solução para o problemaço.

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