• Postado por Tiago

O empresário James Moraes de Mello, 31 anos, acusado de ter dado fuga pros assassinos do taxista Walmir Manoel dos Santos, o Mica, 60, foi absolvido pela dona justa de Balneário Camboriú. Ele conseguiu provar que não teve nada a ver com o crime e que caiu na história de gaiato, por ter dado uma carona pra Rafael Nascimento de Almeida, 18 anos, e a namorada do cara. Rafael era funcionário de James na época e teria passado o migué no patrão.

O crime rolou na noite de 15 de junho. Rafael, acompanhado da namorada, a dimenor A.C.A., 17, e de Luis Flor da Silva Filho, 18, o Luisinho, que foi o cabeça da tragédia, pegaram uma corrida com o Fiat Siena de Mica, ao lado da rodoviária da Maravilha do Atlântico. A polícia apurou que no meio do caminho Rafael teria apontado um trezoitão pro taxista, dizendo que queria cobrar dele uma dívida de R$ 2 mil. Apavorado, Mica parou na rua Cesáreo Pereira, no bairro Nova Esperança, e tentou correr dos bandidos, mas acabou assassinado com três tirombaços. O carro do coitado foi encontrado horas depois, abandonado na Canhanduba.

Logo após ter largado o carango, Rafael, que trampava na firma de colocação de gesso de James, lembrou de telefonar pro patrão pra pedir ajuda. “Eu tava em casa quando recebi a ligação dele. Ele disse que tinha se envolvido numa confusão, uma briga, e que precisava de ajuda. Busquei ele na BR, levei até a casa dele e voltei pra minha casa. Minha culpa foi minha bondade”, afirma James.

O empresário, que tava amargando jaula no presídio do Balneário, conseguiu comprovar sua versão e ganhou a liberdade pelas mãos do juiz Roque Cerutti, da 1ª Vara Criminal da city. Ele diz que a prisão prejudicou seus negócios. “Tinha obras acontecendo, fui prejudicado, fora o que gastei pra me defender. Não quero ficar com essa má impressão”, diz.

O delegado Eliomar Beber, que foi o responsável pelo caso, disse que não tava sabendo que James tinha sido solto. Ele comentou que, desde o início, a única acusação contra o cara era ter dado fuga pros bandidos. “O problema é que na época ele negou que tivesse dado essa carona, mesmo diante das provas”, contou o dotô.

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