• Postado por Tiago

A juíza corregedora da cadeia de Itapema, dotôra Carolina Ranzolin Fretas, fez esta semana uma visitinha surpresa à cela da depê da city, acompanhada do promotor João Alexandre Massulini Acosta e de homis da puliça militar. A dotôra tinha recebido denúncias de que os presos tavam escondendo facas, drogas e até celulares no moquifo, e resolveu conferir a história de perto. Foram achadas colheres e pedaços de ferro, que os enjaulados tavam planejando usar pra tentar uma nova fuga do xilindró.

O delegado Carlos Dirceu, responsável pela depê, comentou que volta e meia é preciso dar um bizú cuidadoso na cela pra ver se os engaiolados não tão aprontando. “Na semana passada, já tavam tentando abrir um buraco e a gente descobriu. Agora já tinha material de novo, é complicado”, disse.

As tentativas de fuga dos presos são facilitadas por conta da superlotação da cela da delegacia. Hoje tem 13 enjaulados num xilindró feito pra abrigar apenas quatro. No início do ano, a jaula já chegou a ficar recheada com 12 homens.

Desde abril, depois de muitos pedinchos do delegado, o departamento estadual de agentes prisionais (Deap) mantém três carcereiros em Itapema, que se revezam pra bizolhar os presos. Mesmo assim, a situação da depê é complicada. “Nossa delegacia é a única da região que ainda tem presos”, reclama dotô Carlos.

Uma ação civil pública proposta em Itapema e aceita pela dona justa já determinou que o governo da Santa & Bela encaminhe todos os enjaulados pros presídios da região, sob pena de uma multa de R$ 5 mil por dia. “A multa tá correndo, mas infelizmente o estado não cumpre a determinação”, diz dotôra Carolina.

A esperança da juíza é que a situação melhore com a implantação de uma unidade prisional avançada (UPA), que já começou a ser construída na city. A obra, que tá saindo por conta de uma iniciativa do ministério público, vai custar R$ 2 milhões e terá lugar pra 74 presos.

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