• Postado por Tiago

Em Itajaí justa quer manter apenas 500 presos engaiolados

Um canetaço dado pela dona justa esta semana obriga o governo da Santa & Bela a diminuir pra 200 o número de enjaulados no presídio de Tijucas. Hoje, 364 presos dividem um espaço que poderia abrigar só 143. Os bagrões ainda podem recorrer da decisão, mas o juiz corregedor do cadeião, Pedro Walicoski Carvalho, acredita que a carcada possa ser mantida. ?Tenho esperança disso?, disse. Em Itajaí, onde o presídio tá interditado, a justa quer limitar em 500 o número de presos, num espaço construído para 198 detentos.

A sentença de Tijucas é uma resposta à ação proposta pelo Ministério Público em 2005, que pedia a redução no número de engaiolados. Na época, a dona justa concedeu uma liminar mandando diminuir a lotação pra 200. O governo do estado perdeu o prazo pra espernear, e a decisão ficou valendo por dois anos.

O problema foi que os cadeiões de Itajaí e Balneário Camboriú tavam abarrotados de gente, e por conta disso o governo catarina conseguiu suspender a liminar no Tribunal de Justiça. ?Mantive contato com o Deap (Departamento de Agentes Prisionais) na época, e a promessa era de que a lotação não passaria de 300?, conta dotô Pedro.

Mas o trato não foi cumprido, e o presídio voltou a ficar lotadaço. ?Hoje chegamos a um número de presos que tá colocando em risco inclusive nossos programas de recuperação?, diz o magistrado. No presídio os enjaulados têm a oportunidade de aprender um serviço numa fábrica de sapatos, e dotô Pedro acredita que o trampo poderia ser melhor aproveitado se tivesse menos presos por ali.
Carcada

Quem analisou a ação foi o juiz Guilherme Mattei Barsoi, de Rio do Oeste, que foi nomeado como colaborador da comarca de Tijucas. O dotô concordou com os argumentos do MP e deu 180 dias pra que o Estado arrume outro lugar pros 146 presos que tão além dos 200 permitidos.

O governo ainda pode bater pé e tentar reverter a decisão no TJ. ?Podemos esbarrar na situação de outros presídios, que também tão lotados. Mas, por outro lado, a secretaria de Justiça tem sido pressionada a dar uma solução pra essa situação?, diz dotô Pedro.

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