• Postado por Tiago

Pelo jeito, a onda do toque de recolher pros dimenores de 18 anos não vai pegar pros lados de Balneário Camboriú e Navegantes. As juízas das duas cidades disseram não à sugestão de mandar os menores pra casa depois das 22h.

O presidente da câmara de vereadores de Balneário, vereador Moacir Schmidt (PSDB), pedinchou que a dona justa desse uma bizolhada no tema, mas a juíza da vara da infância, Sônia Moroso, já adiantou que é contra o esquema. A magistrada acha que segurar crianças e aborrescentes em casa é papel de pai e mãe, e não da justiça. “Por que o estado tem que exercer uma responsabilidade que não é dele?”, questiona.

Ela diz que o objetivo do toque de recolher não tá bem definido. “O que se pretende? Proteger quem está na rua ou evitar a criminalidade exercida por menores de idade? Porque nem todo mundo que está na rua está fazendo alguma coisa errada”, carcou.

A juíza comentou ainda que a medida poderia trazer sérias consequências pro turismo na city. “Vamos proibir os turistas de andar na rua também? Ou vai ser seletivo? Isso me parece uma hipocrisia”, lascou.

A mesma preocupação é apontada pelo promotor da infância na Maravilha do Atlântico, dotô Rogério Ponzi Selligman. “Isso tem que ser muito discutido, porque é uma medida muito forte. Não atinge apenas o menor infrator, mas também o filho do turista e os adolescentes que jogam bola na praia à noite. Não critico outros municípios que adotaram o toque de recolher, mas no caso de Balneário Camboriú tem que ser muito bem avaliado”, acredita.

O promotor prometeu analisar o pedincho, mas acha que a responsa de adotar o toque de recolher deveria ser dos vereadores. “A câmara poderia estabelecer isso em lei, acredito que seria o caminho mais correto”, afirma.

Navega

A juíza de Navega, Clarisse Ana Lanzarine, e o promotor César Augusto Engel, também não autorizaram o toque de recolher na city. O tema foi discutido entre judiciário, vereadores e representantes do povão na noite de terça-feira, no fórum dengo-dengo.

Os representantes do judiciário dengo-dengo disseram não ao toque de recolher por motivos diferentes dos apresentados pelo pessoal de Balneário. Pra eles, não adianta tirar os dimenores delinquentes das ruas se o município não tem como dar apoio para recuperá-los da marginalidade. Por isso, a juíza não atendeu ao requerimento feito pela vereadora Norma Espíndola (PR).

O primeiro não, não abalou o ânimo dos vereadores navegantinos que prometem lutar pra construir um centro de recuperação e um centro de internamento provisório (CIP) na city. Os parlamentares querem chupinhar verbas ao governo do estado para as construções. Caso o governo não ajude, a ideia é fazer uma ação popular para arrecadar fundos com o povão e empresas. A construção dos centros será discutida em audiência pública, que deve rolar antes de 15 de junho.

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