• Postado por Tiago

Técnicos do instituto Geral de Perícias (IGP) apresentaram ontem na capital o laudo sobre a morte de Terezinha Aparecida dos Santos, sete anos, encontrada morta dentro de um forno de micro-ondas abandonado. A desgraça aconteceu no dia 13 de setembro na casa da família humilde de São José. O equipamento era usado como brinquedo pela menina e as irmãs. O laudo confirmou que a criança foi vítima da falta de ar dentro dum forno de micro-ondas.

André de Farias, gerente do instituto de Criminalística, explicou que, como a família retirou a menina do forno antes da chegada dos peritos, foi preciso fazer vários testes pra chegar ao laudo final. Bonecos e simulações por computador ajudaram a turma a concluir que Terezinha cabia no equipamento que, por ser muito antigo, só abre pelo lado de fora. Os peritos acreditam que a menina tenha ficado no forno por duas horas, até ser encontrada pela irmã de 10 anos.

“O exame realizado no IML confirma que a causa da morte foi ausência de oxigênio. Uma vez essa menina dentro do micro-ondas e não tendo ninguém para destravar a porta, ela não conseguiria sair”, garante André. Com o resultado, foi descartada a hipótese levantada pelos pais de que alguém tivesse matado a menina.

Os laudos foram entregues ao delegado Rodolfo Cabral, coordenador da central de polícia de São José, que encaminhará o inquérito pra justiça na semana que vem. “Não vamos indiciar os pais porque entendemos que eles estão sofrendo muito com esta perda. Vou deixar para o poder judiciário apreciar o caso”, afirma o delegado.

O diretor do IGP, Giovani Adriano, faz um alerta sobre os acidentes domésticos com crianças. O caso de Terezinha pode ser o primeiro no país. “A forma como este caso está sendo divulgado pode servir de alerta às famílias”, acrescentou.

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