• Postado por Tiago

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Não deu tempo: à tarde ainda tinha álcool em gel no Xande, à noite…

O pânico com a chegada dos primeiros casos da gripe porca em Itajaí alavancou a venda de álcool gel nos supermercados, que antes era quase insignificante e nem fazia cosquinha no caixa. Nas quatro maiores redes da city peixeira, desde a semana passada é comum ver prateleireas vazias onde deveriam estar o álcool que mata o vírus da gripe A, ou cheias de álcool líquido pra disfarçar o desabastecimento. Uma ironia do destino, pois em 2002, quando a Anvisa baixou portaria brecando a venda de álcool líquido, que é altamente inflamável, rolou berreiro das donas-de-casa, que acreditavam que o líquido limpa melhor. Hoje, o álcool gel tá sendo disputado a tapa.

?É chegar e acabar no mesmo dia. Ontem chegou um pallet com 50 caixas que foi vendido para um único cliente, já que vendemos por atacado também. Hoje chegou um carregamento do álcool Da Ilha, mas como ele é muito mais barato do que o Veja, já tá nas últimas unidades?, contou o gerente do Comprefort, Carlos Mendes. Antes da ?febre? da gripe porca, ele conta que vendia, no máximo, uma caixa com 12 unidades por semana. ?Era insignificante?, declarou.

Dentro do supermercado, o gerente disse que foram tomadas algumas medidas preventivas como disponibilizar álcool gel no vestiário e no refeitório dos funcionários, mas nada com relação aos consumidores. ?A vigilância sanitária vem aqui hoje dar uma palestra, talvez tenhamos que tomar mais precauções?, acredita. Carlos disse que duas funcionárias que trabalham nos caixas quiseram trampar de máscara, mas não foi permitido. ?Pelo que eu sei, apenas o pessoal que trabalha nos postos de saúde está usando?, disse.

Já o gerente do supermercado Xande instituiu uma nova lei nos caixas do supermercado do bairro Fazenda: a cada cliente que passa é feita a desinfecção com álcool, pois passa de um tudo por aquela esteira, medida que talvez fique permanente. ?É na hora da dificuldade que a gente acaba acatando normas sanitárias, que acabam virando hábito?, acredita. Ele disse que três funcionárias que tavam grávidas foram dispensadas do serviço, depois de terem sido relocadas para o setor administrativo. No Comprefort, duas estão de atestado.

No Xande, no dia da coleta de preços dos materiais de limpeza, não havia um álcool gel sequer, apesar da rede revender três marcas: Da Ilha, Cocamar e Veja. Ontem, chegou carregamento das duas primeiras marcas, mas não é garantido que hoje ainda estejam lá. ?É uma loteria. Ninguém tava prepardo pra isso. O problema é dos fornecedores, que não tinham embalagem suficiente para o envase, sem contar o plantel de funcionários insuficiente pra dar conta da demanda?, revela.

Luciano avisa a quem não conseguiu comprar álcool gel, que pode diluir 30% do álcool comum em água, já que é preciso ter 70% de álcool na fórmula para ser eficaz contra a gripe A.

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