• Postado por Tiago

O leitor L. tá revoltado com os donos de padarias de Itajaí. Pra ele, os empregados das panificadoras tão sendo explorados, trabalhando além do horário sem receber por isso e acumulando funções.

Os donos das padocas, acusa L., estariam tratando os funcionários como burros de carga e as balconistas teriam que fazer faxina, montar os lanches e até assar pão. L. afirma que os trabalhadores chegam a enfrentar uma jornada de até 10 horas e, por medo de perder o emprego, fazem hora extra no esquema dois por um, ou seja, trabalham duas horas, mas recebem só por uma. “Todos se calam por necessidade, mas e os direitos e a vida familiar de cada um, onde ficam?”, questiona o leitor.

Sindicato dos trabalhadores vai pra cima

Juliano Rogge, do sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Itajaí, explica que um atendente deve trabalhar 44 horas semanais, com intervalo de uma a duas horas pro lanchinho e uma folga por semana.

O sindicalista diz que precisa receber uma denúncia oficial para poder agir. O nome do trabalhador fica mantido em sigilo. A denúncia é repassada aos fiscais do ministério do Trabalho.

Sindicato dos patrões não concorda com sacanagens

O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Itajaí e Região (Sindipan), José Moisés de Andrade, diz que as panificadoras associadas ao Sindipan cumprem com o pagamento de horas extras e jornada de trabalho, mas admitiu que o acúmulo de funções existe. “A maioria das nossas padarias é pequena, não temos como manter um empregado pra cada função, por isso quando contratamos já combinamos todas as funções que a atendente vai ter”, argumenta.

Moisés disse que o maior problema tanto pros empregados quanto patrões são as panificadoras que não se associam ao sindicato, pois, por falta de conhecimento da lei, cometem várias sacanagens. “No Sindipan temos advogados que podem orientar os comerciantes e auxiliar nos acordos com os empregados”, afirmou.

Onde denunciar

Denúncias de sacanagens contra tabalhadores das padocas podem ser feitas no sindicato da categoria, que fica na casa do Trabalhador, na rua José Siqueira, 90, na Ressacada, ao lado da Justiça do Trabalho. O telefone é o 3348-4882.

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