• Postado por Tiago

No dia 31 de setembro, o professor de dança Luis Felipe Cordeiro, 21 anos, passou por um perrengue que lhe rendeu duas multas no valor total de R$ 318. Ele recebeu a mijada de uma mulher que se identificou como guardinha da coordenadoria de Trânsito (Codetran) de Itajaí e um mês depois chegou na sua casa o canetaço. A história não teria nada de anormal, se a agente não estivesse sem uniforme e fora do horário de trampo.

Luis conta que no dia da confusão passava de motoca pela rua Luiz Lopes Gonzaga, no São Vicente. Como já sabia da existência de um buraco numa das esquinas da rua, o professor tomou o lado esquerdo da rua para desviar da cratera e ultrapassou uma Biz. Durante a ultrapassagem, a motoquinha acabou passando por cima do buraco.

A motoqueira, conta Luiz, ficou cabreira com a situação. Ela teria se identificado como guardinha da Codetran e disse que o professor, ao desviar da cratera, colocou em risco outros condutores de outros veículos. “Ela tava sem uniforme e a moto era particular, não tinha nada de adesivo da Codetran”, lembra o professor.

Minutos após, o professor passou pela mesm rua e viu a guardinha conversando com um agente da Codetran em trabalho. Uns 30 dias depois, chegaram na sua casa duas multas. Os canetaços vieram separados. Um no valor de R$ 127 dizia que o motoqueiro ameaçou outros veículos e a outra, de R$ 191, o acusa de não obedecer a ordem de parada da Codetran. “Eu não atrapalhei ninguém e nenhum guarda mandou eu parar”, afirma Luis.

Codetran vai ouvir as partes

O chefão da Codetran, José Alvercino Ferreira, disse para Luis procurar o órgão e solicitar a via amarela da multa, onde consta o nome do agente que aplicou a multa. “Depois disso, ele deve procurar a atendente Aline e explicar o caso. Nós vamos conversar com o agente e com o motociclista frente a frente pra ver qual dos dois está mentindo”, afirma Zé.

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