• Postado por Tiago

A previsão de que o preço da gasosa vai pros cornos da lua na região começou a se concretizar. O litro do combustível, que há duas semanas era vendido nas bombas a uma média de R$ 2,49, agora está sendo comercializado até a R$ 2,69. “Estamos recebendo aumento toda semana das distribuidoras”, disse ontem o empresário Algenor Costa, presidente do sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Litoral de Santa Catarina e Região (Sincombustíveis), que tem base em Itajaí. Pro empresário Tibério Testoni, dono do posto Fazendão, de Itajaí, a situação vai ficar ainda pior: “A tendência é que dentro de 60 dias a gasolina esteja beirando os R$ 2,80”.

Há duas semanas, em entrevista ao DIARINHO, Algenor havia previsto que as distribuidoras iriam aumentar o preço da gasolina. O que não se esperava é que o aumento se desse antes de começar a valer a medida do governo de reduzir de 25% pra 20% a quantidade de álcool na gasosa.

A diminuição rola somente a partir de 1º de fevereiro. A intenção do governo é conter o aumento do preço do álcool combustível e forçar o povão a consumir mais suco de cana como combustível. O álcool é menos poluente e é um combustível renovável.

Com menos álcool em sua fórmula, a gasolina fica mais cara. Além disso, ressalta Algenor, haverá importação de suco de petróleo, o que ajudará a aumentar o preço do produto. “Nós temos informações de distribuidoras de que a gasolina pode aumentar ainda de 10 a 16 centavos. A gente não gostaria que isso acontecesse, mas se acontecer vamos ter que repassar percentualmente ao consumidor”, anuncia o presidente do Sincombustíveis.

Pra piorar a vida do sofrido consumidor, além do aumento das distribuidoras, os donos de postos também repassam o que o governo cobra de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS).

O empresário Tibério Testoni afirma ainda que depois de agosto os donos dos postos também botarão no preço final dos combustíveis o aumento dado aos frentistas por conta do novo salário mínimo pra Santa Catarina, o que deixará a gasosa, o álcool e o óleo diesel da região ainda mais caros.

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