• Postado por Tiago

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Tão usando o passeio de pedestres como se fosse depósito de lixo

A folgação dos responsáveis por uma loja de produtos de R$ 1,99, recém inaugurada na avenida Central, em Balneário Camboriú, tem deixado a vizinhança de cabelo em pé. Todos os dias, uma renca de caixas e pedaços de madeira são largados na calçada da rua 500. ?Isso é um completo descaso?, diz a pedagoga Maria de Souza e Silva, 56 anos.

A professora conta que desde que a loja abriu as portas, pouco antes do Natal, o lixo vem se acumulando na calçada. ?Isso é uma vergonha pra nós, cidadãos, que pagamos nossos impostos?, diz, indignada.

Injuriada depois de ver grávidas, cadeirantes, velhinhos e crianças desviando da sujeirada, Maria chegou a entrar na loja pra siqueixar da falta de bom senso. ?Perguntei quem era o responsável e foram grosseiros, perguntaram se eu era algum tipo de fiscal?, relata.

Juliano Batschauer, gerente da loja, disse que entrou em contato com a prefa e pediu que o lixaredo fosse levado embora. ?O problema é que eles mandaram o caminhão errado. Era um de lixo doméstico e tinha que ser uma caçamba?, alega.

O gerente afirma que novamente entrou em contato com os barnabés da secretaria de Obras à espera de uma solução. ?Me mandaram colocar pra fora, que eles recolheriam?, garante.

Valmir Pereira, secretário de Obras, dá outra versão pra história. ?Quando fazemos força-tarefa pelos bairros, o caminhão passa e recolhe sofás, galhos de árvores, que as pessoas acham que podem jogar nas calçadas. Mas o que ele tá fazendo é jogar pra prefeitura uma responsabilidade que é dele?, lascou.

O secretário disse que o gerente deve entrar em contato com a Conevile, a empresa que recolhe o lixo na city, e agendar uma data pra que o material seja recolhido. ?Mas não pode simplesmente ir depositando na calçada?, afirma.

A fiscalização da prefa vai dar um aperto no pessoal da loja, adianta o abobrão.

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