• Postado por Tiago

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Se Lucas não se entregar, pode ser considerado foragido da dona justa

Os desembargadores do Tribunal de Justiça suspenderam ontem o habeas corpus que mantinha o estudante Lucas Spernau, 19 anos, em liberdade. Um novo pedido de prisão tá pra ser feito pela dona justa, e o rapaz pode ser colocado atrás das grades a qualquer momento. O mais estranho é que a notícia sobre o fim dos dias livres do playboyzinho pintou no saite do TJ antes mesmo do mandado de prisão ir parar nas mãos da polícia. Se ele quisesse carcar pé e fugir dos tiras, teria tempo de sobra.

Lucas foi preso em flagrante no dia 20 de dezembro, depois de ter provocado uma tragédia. Ele tava dirigindo um carrão Nissan Infinity, quando cruzou a Terceira avenida voando baixo e com os faróis apagados, na altura da rua 2000, e acertou em cheio um táxi. A pancada foi tão forte que Simone Borges Machado, 27, e Edival Dias de Oliveira, 38, que tavam no táxi, morreram na hora.

O taxista Natalino Amaral Gomes, 52, o Gaúcho, chegou a ser atendido, mas passou dessa pra melhor a caminho do hospital. A vendedora Karina da Silva, 22, que era namorada de Edival e também era passageira do táxi, continua internada no hospital Santa Inês, e tá penando pra se recuperar.

Lucas se negou a soprar o bafômetro e a fazer exames de sangue que comprovassem que tava bêbado quando rolou o porradaço. Mas os policiais Militares que atenderam a ocorrência fizeram um laudo dizendo que ele tava em visível estado de embriaguez.

O rapaz teve uns lanhados por causa do porradaço, e ficou internado numa clínica de Blumenau até o Natal. Por isso, apesar de estar preso, não chegou a ir pra jaula. Nesse meio tempo, seu advogado, José Álvaro Machado, conseguiu um habeas corpus que garantiu a liberdade do rapaz.

Voltaram atrás

O papéli tinha sido assinado pelos desembargadores do TJ, que ontem decidiram rever o habeas corpus e voltaram atrás. A decisão, unânime, foi encaminhada pra 1ª Vara Criminal de Balneário, com um pedincho pra que o juiz Iolmar Alves Baltazar caneteasse a jaula pro rapaz. A assessoria do magistrado não quis informar se o pedido de prisão chegou a sair do gabinete do dotô. Até o final da tarde de ontem, nem a central de mandados do fórum, nem os oficiais da dona justa, tinham recebido nenhuma informação de que Lucas tava pedido pela justiça.

A polícia também não tava sabendo do caso. O mandachuva da comunicação no 12° Batalhão dos meganhas, capitão Ronaldo de Oliveira, disse que a responsa de buscar o playboy e jogá-lo atrás das grades é da polícia Civil. Boatos que rolavam à boca-miúda diziam que o pedincho de prisão tava nas mãos do delegado Eliomar Beber, da central de Investigações do Balneário. Mas o dotô fez boquinha de siri e não quis comentar o caso.

Trocando os pés pelas mãos

Antes mesmo da polícia receber o comunicado oficial de que Lucas tava pedido pela dona justa, a notícia já tava correndo o mundo. A suspensão do habeas corpus foi divulgada na página do TJ na internet, e até o final da tarde de ontem já tinha sido acessada mais de mil vezes.

Com tanta publicidade, Lucas só vai preso se quiser. Ao saber que tava com o couro negociado, ele poderia facilmente ter siscapolido sem deixar rastros. Mesmo assim, o chefão da central de Investigações do Balneário, delegado André Manoel de Oliveira Filho, não acha que a divulgação adiantada seja um problema. ?O próprio advogado fica de olho, sabe se o cliente tem o habeas corpus revogado e avisa. Isso não influencia em nada. Se ele não for encontrado, vai estar foragido?, comentou.

O advogado de Lucas disse ontem que ainda não tinha conversado com o cliente. ?Ele deve estar sabendo da decisão porque tava acompanhando. Vamos conversar pra ver o que vamos fazer?, disse José Álvaro Machado.

O mais provável é que o rapaz se entregue em alguma delegacia da região. Como rolaram boatos de que ele estaria jurado de morte, o advogado diz que isso será levado em conta na hora de levá-lo à polícia. ?Não sei se ele se entrega em Balneário ou Florianópolis?, comentou. José Álvaro avisa que vai recorrer da decisão do TJ no Superior Tribunal de Justiça.

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