• Postado por Tiago

Traição e prevaricação

Há alguns anos atrás manifestei minha perplexidade com alguns compatriotas, pois não consigo entender como alguém possa colocar-se contra as coisas que envolvem patriotismo, priorizando interesses ou ideologias estrangeiras. É mais uma das coisas inexplicáveis que acontecem no Brasil, país do Carnaval.

Entendo por patriotismo o amor à terra em que nascemos, sua cultura, sua história, seus símbolos e seu povo, independentemente de qualquer conotação política, ideológica ou individual. E, exatamente por ser patriota, é que por vezes tenho usado este espaço para apontar atitudes de pessoas as quais, consciente ou inconscientemente, agridem as coisas nacionais e principalmente a integridade física e intelectual de nosso povo, caracterizando-se como traidores ou prevaricadores, conforme a sua condição de simples cidadãos ou agentes públicos, respectivamente.

Pensando assim manifestei, em outras oportunidades, a minha desconfiança com relação à atuação de entidades e instituições que, sob as mais variadas formas de agrupamentos classistas ou mesmo de movimentos sociais, mas sempre financiadas por recursos estrangeiros, agem em setores da produção nacional prejudicando o desenvolvimento e o progresso brasileiro, tanto no setor produtivo como no de pesquisa e desenvolvimento econômico.

Tal assunto mereceu o comentário pelo fato de envolver uma atuação estrangeira opondo-se ao desenvolvimento e o consequente crescimento da economia brasileira em busca de um merecido lugar no elenco econômico mundial e, o que é pior, valendo-se da colaboração de falsos nacionalistas que, cooptados com expressivas contribuições em moeda estrangeira, passam a atuar contra o progresso nacional.

Somente para ilustrar e após citar as greves dos metalúrgicos e petroleiros ao tempo em que o Brasil se encaminhava para um lugar de destaque na produção de veículos e alcançar a autossuficiência em petróleo, afirmei: “Agora, quando o Brasil, quase autossuficiente em petróleo, coloca-se entre os grandes produtores agrícolas, tanto de grãos quanto de carnes e derivados e também de frutas e sucos, vê-se abalado pelos “movimentos sociais”, dos denominados “sem terra” que se dedicam à invasão e saque de propriedades agrícolas e pastoris, ignorando os mais comezinhos princípios de direito e usurpando funções eminentemente públicas e de governo, no que respeita à avaliação da conveniência, possibilidade e legalidade de tais invasões”.

E o MST, que sempre recebeu significativo apoio financeiro de outros países, especialmente europeus, que subsidiam a sua atividade agrícola e impedem o ingresso dos produtos brasileiros em seu comércio, é agora também financiado pelo governo da “cumpanheirada”.

Volto ao assunto por vislumbrar um recrudescimento da ação contra os interesses do país, o que, além de ser impatriótico, assume o caráter de crime lesa-pátria, que impõe ação enérgica das autoridades constituídas sob pena de serem processadas por prevaricação.

Assim relembro que os tais movimentos sociais, designação que tem servido para ocultação de uma atividade bandoleira, após o insucesso daquelas outras entidades que por meio de greves e paralisações tentaram obstar a posição de destaque que o país hoje ocupa na produção e exportação de petróleo, veículos e produtos metalúrgicos, orientaram suas ações para outros setores de produção nacional.

Com o crescimento do agronegócio e a expansão das exportações de produtos agrícolas, o campo passou a sofrer a ação dos tais movimentos (MST, Via Campesina e quejandos). Já em 2004 reportei notícia publicada pela jornalista Belisa Ribeiro em sua coluna no Jornal do Brasil: “Queda de produção: o deputado e produtor de laranjas Nelson Marquezelli (PTB-SP) calcula que a agitação no campo provocada pelas invasões do MST já acarretou queda de l0% na produção da fruta e na exportação de carnes. Os concorrentes se preparam para tomar nosso mercado, divulgando o conflito agrário no Brasil”.

A realidade aí está. Parece-me que os responsáveis pelo país e seus “cupinchas” estão submetendo os interesses nacionais a interesses e ideologias estrangeiras e por não serem patriotas já estão incorrendo nos crimes de prevaricação e traição.

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