• Postado por Tiago

Você sabe como capturar porcos selvagens?

Recebi há dias, na minha caixa de correspondência, um e-mail que pelo título, tal como denomino este comentário semanal, despertou minha atenção. Desde que o “nosso Guia” num momento de pouca lucidez resolveu comparar o povo à esta espécie de mamíferos bunodontes, artiodátilos, não ruminantes, sempre que encontro um texto sobre a espécie o leio com a maior atenção, pois “não se pode deixar de dar comida para um porco só porque não gostamos do dono do porco” ( LI ).

A mensagem que me foi remetida, com um pedido de divulgação, não declinava o seu autor, apenas os responsáveis pela sua formatação (Cris Souza e reformatado por Helio Fernandes), motivo pelo qual deixo de nominá-lo.

Mas vamos ao texto: Um dia um professor de química de um grande colégio, enquanto a turma estava no laboratório, percebeu um jovem que coçava continuamente as costas, e se esticava como se elas doessem.

Ao ser questionado, o aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois havia sido alvejado quando lutava contra os comunistas do seu país que estavam tentando derrubar o governo e instalar um novo regime, “um outro mundo possível”.

No meio do relato ele olhou para o professor e perguntou: o senhor sabe como se capturam porcos selvagens? Não, respondeu o professor.

Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todo dia comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias você coloca uma cerca, mas só de um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir.

Quando eles se acostumam com a cerca eles voltam para comer o milho e você coloca o outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer. Você continua assim até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no ultimo lado.

Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e as cercas continuam a vir. Você então fecha a porteira e captura todos os porcos. E assim, num segundo os porcos perdem a sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro das cercas, mas logo voltam a comer o milho fácil e gratuito. E ficam tão acostumados a ele que esquecem como caçar na floresta por si próprios e por isso aceitam a servidão.

O jovem então esclareceu ao professor que era isso o que ele via acontecer em seu país. O governo ficava empurrando o povo para o comunismo e o socialismo e espalha o milho gratuito como auxílio de renda, bolsas disso e daquilo, impostos variados, estatutos de proteção, cotas para estes e aqueles, subsídios para todo o tipo de coisa, programas de bem estar social, medicina e medicamentos gratuitos, sempre e sempre novas leis. Tudo ao custo da perda continua da liberdade, migalha a migalha.

Devemos nos lembrar que não existe esse negócio de almoço grátis e também não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse.

Finalmente se você percebe que toda essa maravilhosa ajuda governamental se opõe ao futuro da democracia em nosso país você vai mandar essa mensagem para os amigos.

Mas se você acha que os políticos e ongueiros pedem mais poder para as classes deles e tomarem a liberdade e dinheiro dos outros para beneficiarem você ou os pobres, então você deve silenciar.

Que Deus o ajude. O milho já está sendo colocado faz tempo. As cercas estão sendo colocadas aos poucos. Imperceptivelmente. É um Bolsa Família aqui, um Programa de Direitos Humanos ali, uma redução de jornada de trabalho acolá, uma Bolsa Celular mais adiante, e vai por aí.

E quando menos se esperar pronto, trancam a porteira.

Homenageando o autor do texto pela importante advertência ao povo brasileiro, repasso a sua mensagem, certo de haver prestado um serviço aos meus leitores, pois mesmo que não se interessem por política aprenderam, pelo menos, a caçar porcos selvagens.

Ô_!_Ô

Álvaro Brandão

* bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.

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