• Postado por Tiago

Incompetência “cumpanheira”, insanidades, cotas, incentivos…

Pingo – Auditoria do Tribunal de Contas da União, no “Benefício de Prestação Continuada (BPC) programa oficial que paga um salário mínimo por mês a 2,9 milhões de pessoas com “deficiência incapacitante para a vida independente e para o trabalho” – com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo – mostrou que 104 mil beneficiários são donos de carros e 14 mil são proprietários de imóveis rurais (fazendas). O governo também paga um salário mínimo por mês a 1.472 supostos incapacitados que são sócios de empresas e a 7.715 que têm empregos. Em dezembro passado, o governo Lula pagou R$ 1,2 bilhão para supostos incapacitados. Durante o ano de 2008, foram R$ 13,8 bilhões. O “Benefício de Prestação Continuada” é previsto na Constituição. Desde 2004, são concedidos cerca de 300 mil benefícios por ano.

Respingo – É incrível a inaptidão do governo petista para prevenir com ações contra corrupção e fraudes. Mesmo na era da tecnologia que oferece programas para cruzamento de dados com segurança, o governo despreza tais avanços e facilita as fraudes nas solicitações. É isso que dá preencher os cargos importantes da República pela nomeação de “cumpanheiros” e aliados sem a mínima vocação para servir o país e “desapetrechados” de qualquer requisito técnico, ético e até mesmo moral para tratar das coisas públicas.

Pingo – O partido político presidido pelo ex-senador Roberto Freire, em seu programa eleitoral exibido dias atrás, insinuou que os depósitos na caderneta de poupança podem ser confiscados pelo governo, tal como aconteceu no tempo do Collor. Lula não gostou da comparação e afirmou que a propaganda do PPS foi “insana”.

Respingo – Destas “insanidades” o “L I” entende muito, pois ainda não estão esquecidas aquelas praticadas pelo seu PT contra adversários políticos. Por exemplo: a de que FHC iria privatizar a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Petrobrás; o dossiê contra o Serra; o seqüestro dos atletas cubanos para devolvê-los ao Fidel Castro; a negativa em devolver o criminoso condenado em seu país; o “mensalão”, o achaque ao Carlos Cachoeira e tantos outros episódios. Parece que “o cara” deveria era pedir desculpas à Nação, antes de emitir seus “julgamentos” ao comportamento de seus concorrentes. Veja-se que até já está aliado com o Collor, falta pouco para o confisco.

Pingo – Tramita no Congresso, já com aprovação no exame da constitucionalidade na Comissão de Constituição e Justiça, projeto de lei estabelecendo cotas para os deficientes físicos nas universidades.

Respingo – O governo demonstra uma vez mais que não sabe lidar com as diferenças. Não bastassem as cotas raciais – que nada mais são do que uma tremenda discriminação racial – novamente serão criadas categorias diferentes de cidadãos brasileiros. O meio acadêmico logo terá mais alunos admitidos por sua cor, deficiência física e outros critérios do que por mérito ou competência. Já é tempo de iniciar-se um “movimento social”, assim como um “MSV” (Movimento dos Sem Vaga), pleiteando um “overbooking”, destinado a abrigar aqueles que obtiverem média de aproveitamento igual ou superior ao estabelecido para aprovação no exame vestibular.

Pingo – O Senado Federal aprovou a Medida Provisória 449, que beneficia os contribuintes que devem até R$ 10 mil à Receita (até o ano de 2002) e ainda dispõe sobre um novo parcelamento para aqueles que não pagaram fracionamentos feitos anteriormente, dando agora mais 180 meses de prazo, com descontos nos juros e multas.

Respingo – O escritor francês André Breton iniciou uma escola artística em 1924, que se caracterizava pelo desprezo das construções refletidas ou fruto de encadeamentos lógicos e pela ativação sistemática do inconsciente e do irracional, do sonho e dos estados mórbidos, valendo-se frequentemente da psicanálise. Visava, em última instância, à renovação total dos valores artísticos, morais, políticos e filosóficos. Tal escola foi denominada surrealismo. Perdoar o débito fiscal não pago e conceder novo parcelamento para quem não honrou o anteriormente feito já não é muito ortodoxo. Agora, se acrescentarmos à hipótese a não concessão de qualquer regalia, a título de incentivo ao bom pagador onerando-o, como no caso do Imposto de Renda, com a imposição da correção pela Selic mais juros para as parcelas do imposto devido, é coisa do surrealismo. Só para “espertos”.

  •  

Deixe uma Resposta