• Postado por Tiago

Os “kamaradas” na América Latina; a “culpa” do TCU…

Pingo – Rússia e Venezuela anunciaram ontem a parceria na exploração de campos de petróleo venezuelanos na faixa do Orinoco e em contratos militares, afirmou o vice – primeiro ministro Igor Selchin, durante reunião intergovernamental em São Petersburgo com delegação do país latino americano.

Respingo – Considerando a parceria em contratos militares será que, tal como aconteceu com a Colômbia, o Itamaraty cobrará o compromisso dos “kamaradas” russos de se restringirem às fronteiras da Venezuela? Ou será que eles são de confiança.

Pingo – No ano passado de cada três obras fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pelo menos uma não passou pelo crivo do tribunal por apresentar indícios de irregularidades graves – classificação que recomenda a paralisação da obra.

Respingo – As principais razões que levam o TCU a propor a paralisação das obras são o sobrepreço, superfaturamento e irregularidades nas licitações. “Mas tudo isso só ocorre por causa da deficiência ou inexistência dos projetos básicos feitos pelos órgãos do governo” esclarece o secretario de Fiscalizações de Obras do TCU. Se os órgãos responsáveis pelos projetos foram “aparelhados” pela “cumpanheirada” o pessoal do TCU está de perseguição, devem ser da “zelite”.

Pingo – A ferrovia Norte-Sul, colosso ferroviário de 2254 quilômetros, concebida no governo Sarney (1987), ligando Brasília ao Maranhão, consumiu desde 2001, quando o governo decidiu tocar a obra para valer, a formidável soma de 1,4 bilhão de reais. Tais gastos só foram suficientes para construírem-se apenas 25% da extensão dos trilhos. O TCU calculou que as empreiteiras receberam 308 milhões de reais a mais do que foi orçado e determinou que o governo retivesse 10% dos pagamentos às empreiteiras.

Respingo – A ferrovia é uma das vedetes do PAC e, como sempre faz quando algo em seu governo dá errado, LI pôs a culpa do descalabro nos outros: o TCU. “O problema é que o TCU achou que tinha algo errado e paralisou as obras. A obra parada vai custar muito mais caro para o Brasil”, disse na semana passada. Entretanto, o TCU não determinou a paralisação das obras, as empreiteiras é que tomaram a iniciativa. Quem deve cobrar das empreiteiras é a VALEC, dirigida por um tal de “ULA”, da confiança dos Sarney, conforme foi averiguado na Operação Boi Barrica.

Pingo – Ao falar sobre o suposto encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil e a ex-Secretaria da Receita Federal, afirmado por esta e negado pela primeira, LI com toda a sua sapiência, após dizer que “não se pode fazer carnaval com coisa que não dá samba”, completou: “Qual a razão que essa secretaria tinha para dizer que encontrou com a Dilma e não mostrar a agenda? E a Dilma já disse que não tem agenda com ela. Como eu não sei da vida das duas e não tenho propensão a ser mexeriqueiro como se diz no nordeste brasileiro. Ou seja, se as duas se encontraram é só ver a agenda. Não precisa fazer um cenário de crise entre duas pessoas. O Brasil tem conversas mais sérias que ele gostaria de saber, o Brasil tem coisas mais importantes que eu acho uma pobreza muito grande um assunto como este estar na pauta da política brasileira”.

Respingo – Sabe que ele está com a razão? Decididamente é muito mais importante para o Brasil ceder a Copa América para o Chile, alinhar o campeonato brasileiro com o europeu, financiar um porto lá em Cuba, construir rodovia na Bolívia, exigir satisfações pelas bases americanas na Colômbia e jamais saber que os Sarney tem culpa no cartório.

Pingo – Senadores que integram a base de apoio ao governo comemoraram nesta terça-feira o depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para prestar esclarecimentos sobre seu suposto encontro com a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff. Nos bastidores, lideranças governistas avaliam o depoimento de Lina como “mais uma lambança da oposição”. Na visão deles, o fato de a ex-secretária ter dito que não se sentiu pressionada pela ministra, apesar de ela ter pedido para que a Receita “agilizasse” investigação do filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), comprova que, se o encontro realmente aconteceu, não foi para fazer nenhuma imposição contra Lina. Além disso, a própria ex-secretária afirmou que a Justiça já havia reclamado da morosidade da investigação contra o filho de Sarney e pedido para que o órgão acelerasse o processo.

Respingo – Se o objetivo do encontro era só repetir o pedido da justiça, porque a ministra/candidata negou, veementemente e com o apoio do presidente, não só o encontro como o pedido que fez à secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira para que “agilizasse” a fiscalização das empresas conduzidas por Fernando Sarney, filho do senador José Sarney. – Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!

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