• Postado por Tiago

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Nuvens negras no horizonte…

Pingo – As empresas estatais encontraram nos “Programas de Demissão Voluntária” (PDV) a solução para renovar os seus quadros funcionais sem ter de arcar com o desgaste político da demissão de aposentados. A possibilidade do aposentado por tempo de contribuição ao INSS manter o vínculo empregatício constitui-se numa preocupação do governo porque alem de impedir a troca de funcionários contribui para o aumento do déficit previdenciário.

RespingoContinuam a surgir nuvens negras no horizonte brasileiro. A liberação de recursos para estimula a saída dos aposentados das estatais está provocando um aumento dos gastos do governo federal com o pagamento de indenizações trabalhistas. Em 2008 foram gastos R$ 67,094 milhões e em 2009, até novembro já haviam sido consumidos R$ 155.565 milhões. Como se pode ver, mais um custo eleitoral, alem de engordar o saldo de alguns, abrem-se mais vagas para a “cumpanheirada”.

Pingo – Apesar do alarde de que o Brasil empresta dinheiro para o FMI, a divida bruta do setor publico já se aproxima dos R$ 2 trilhões. Durante o governo (???) LI a divida cresceu de 53,1% para 66,8% do Produto Interno Bruto, conforme avaliação feita até outubro desta ano. Entretanto, já há previsões de que possa ultrapassar 70%.

Respingo – A situação é preocupante porque a dívida líquida disfarça as conseqüências fiscais de algumas decisões de política econômica, como os empréstimos que o Tesouro Nacional vem fazendo ao BNDES. O Tesouro aumenta sua dívida ao emitir títulos para captar o dinheiro que irá emprestar. O problema reside no fato de que o Tesouro paga juros mais elevados para os detentores da dívida pública do que o juros que o BNDES pagará pelo seu empréstimo. O aumento de gastos e o prejuízo são evidentes.

Pingo – Mauro Leos, responsável na Agência de classificação de risco Moody’s, pela análise do risco soberano do Brasil, declarou que “A Moody’s sempre se preocupa com a dívida bruta”, acrescentando que, para a agência, o conceito é mais importante do que o da dívida líquida. Anotou, ainda, que quando se olha a dívida bruta sobre o PIB, O Brasil está pior do que outros países com “rating” parecido, mas, no indicador da dívida sobre a receita do governo o país está na mesma faixa de seus pares ( e a principal razão é que a carga tributária brasileira é maior).

Respingo – Fato que não deve ser importante para quem está de saída é que a evolução da dívida pública é um dos fatores que as agências de classificação de risco, tal como a Moody’s, levarão em conta no momento em que decidirão se manterão ou não perspectiva positiva do “rating” brasileiro que hoje é o primeiro nível do grau de investimento: “rating Baa3”. Daí a excepcional entrada de dólares no país.

Pingo – Levantamento realizado pelo Banco Central mostrou que o saldo dos depósitos na Caderneta de Poupança subiu, no mês de novembro, apenas 2% em relação ao mês de outubro, atingindo um montante de R$ 308,4 bilhões.

Respingo – A notícia traz a evidência de, tal como não aconteceu nos meses anteriores, também não aconteceu no mês de novembro e nem acontecerá no final do ano a tão propalada e temida pelos banqueiros, fuga de capitais aplicados em renda fixa para as cadernetas de poupança. Outra perspectiva auspiciosa é a de que a Medida Provisória que faria incidir o Imposto de Renda sobre a “poupança” com o objetivo de reduzir a sua atratividade em relação aos fundos não deverá ser editada, ainda mais por se tratar o próximo ano de “ano eleitoral”.

Pingo – Ao apagar das luzes da fracassada conferência sobre o clima em Copenhague LI aproveitou para explorar a miséria em que se encontram milhões de seres humanos, voltando a acusar os países ricos de se terem desenvolvido e industrializado antes de africanos, sul-americanos e asiáticos devendo, por isso, pagar a conta da destruição do meio ambiente.

Respingo – O “cara” não consegue apear do seu eterno palanque eleitoral. Ao instigar pobres contra ricos, tal com faz aqui, esquece o nosso apedeuta que a América Latina teve universidades bem antes que a primeira universidade fosse criada nos EUA. Por não ler ignora que Alemanha, França, Canadá e outros países hoje ricos e desenvolvidos eram tão pobres como os latino-americanos quando embarcaram no vagão da industrialização inglesa deixando-nos no “ora veja”. O que acontece é que “nosotros” acostumados com a fartura da natureza preferimos o caminho fácil de extrair, usufruir e desmatar ao invés de buscarmos o desenvolvimento mental e tecnológico e nos aperfeiçoarmos eticamente.

Álvaro Brandão

* bacharel em Direito, mestre em Ciência Jurídica, na área de concentração em fundamentos do direito positivo, pela Univali.

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