• Postado por Tiago

A desigualdade perversa, pérolas do Bolsa Família…

Pingo – Enunciada pela manchete: “Bolsa Família tem a cara do Nordeste, diz Dilma” a imprensa nacional noticiou que em café da manhã com a bancada do Nordeste no Congresso Nacional, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez a vinculação do principal programa social do governo com a região. Afirmando que “O Bolsa Família tem a cara do Nordeste”, esclareceu: “No Bolsa Família 52% dos beneficiários são do Nordeste. Do Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social, 48% dos recursos são para a região.” A ministra afirmou, ainda, que devido à “desigualdade perversa” entre as regiões, o governo está dando um tratamento diferenciado para o Nordeste”.

Respingo – Sem pretender suscitar nenhum sentimento xenófobo entre nacionais do sul e do norte, perguntaria: A Constituição já entrou no “mensalão”? A original estabelecia que todos são iguais perante a lei e também que são direitos sociais de todos os brasileiros a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados. Parece que a “desigualdade perversa” está no abandono à própria sorte a que estão condenados os sulinos neste governo “cumpanheiro”.

Pingo – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o relatório da auditoria que aponta uma série de irregularidades no programa Bolsa Família do governo federal. Entre elas, aparecem pagamentos feitos a pessoas que já morreram, políticos (eleitos e suplentes) e à famílias com renda não compatível para integrar o programa, algumas até com veículos na garagem. O Ministério do Desenvolvimento Social contestou os dados sobre pagamentos a mortos: “O benefício é pago à família, não é pago de forma individual a pessoas. Quando um membro da família morre, o benefício continua para a família.”

Respingo – Diante de tal afirmação, verifica-se que o “cachê” é mais do que vitalício, ele se prolongará “per omnia sécula seculorum” (por todos os séculos que se seguirem), como rezava tradicional jaculatória dos católicos. A dúvida que nos assalta é se devemos completar a oração dizendo, simplesmente, “Amém”.

Pingo – No dia 18 do corrente mês o Ministério do Desenvolvimento Social anunciou que incluiu mais 382 mil famílias na lista de pagamentos dos benefícios do Bolsa Família e afirmou que no próximo mês de agosto, mais 550 mil serão acrescentadas à lista. Tais inclusões representam a primeira etapa de um plano que visa estender o programa a 1,8 milhão de famílias até 2010. Da lista dos grupos a serem incluídos, figura a população dos acampamentos da reforma agrária. Ao final do projeto, o número de famílias bolsistas aumentará de 11,1 milhões para 12,9 milhões.

Respingo – Há ainda quem acuse o governo de incompetente. O crescimento do número de assistidos pelo programa é bastante exitoso. Não dá para imaginar a eficiência dos esforços para angariar milhões de novos assistidos em tão pouco tempo. É necessária muita “força de argumentação”, ainda mais quando o Stédile, principal líder do MST, se manifestou contrário à arregimentação de seus seguidores. Motivo? Os “sem terra bolsistas” perdem o estímulo para participar de novas invasões.

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Uma Resposta to “Álvaro Brandão: Pingos e Respingos”

  1. felix Diz:

    Concordo com a afirmação da ministra Dilma em relação aos benefícios para o Nordeste.
    Afinal quantos senadores tem o Nordeste? E o Sul?
    Elementar, meu caro Watson.

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