• Postado por Tiago

V. S., 35 anos, tá tendo que descascar um abacaxi gigante. A mulher tem um mês para entregar a casa onde mora para os novos donos, mas a piscina resolveu dar problemas. A coitada, que mora no bairro São Vicente, em Itajaí, anda atrás do responsável pela suposta caca, mas não consegue encontrar solução e começa a ficar desesperada.

A piscina foi reformada no início do ano. Um gasto de mais de R$ 8 mil. Há duas semanas a piscina teve um vazamento e ficou com água somente pela metade. Pra piorar, algumas partes da lateral ficaram deformadas.

V., sem entender o que havia acontecido, encheu a piscina novamente. O problema voltou a ocorrer. O pessoal que cuida da piscina da casa foi chamado e um funcionário reparou a rachadura e a lateral da piscina deformada.

A leitora tá desesperada porque pagou muito caro pela reforma da piscina, R$ 8,6 mil incluindo motor, filtro, uma garibada na fibra e mão-de-obra. A piscina tinha estragado com a enchente de novembro. A leitora explica que o tanque de fibra foi rodeado com pó de brita e cimento para assentar no buraco que tem em seu quintal. Isso era para deixar a piscina mais resistente.

Para ela, o problema está no trabalho mal feito de quem colocou a piscina. Agora, a coitada não consegue assistência nem da Águaboa, empresa que indicou o técnico e a equipe de tratamento da água. V. entrou em contato com a Procon, mas o advogado do órgão informou que o prazo para reclamações é de no máximo 90 dias depois da obra. Agora, V. está reunindo a papelada que comprova a contratação dos serviços para entrar com uma ação na justiça.

O outro lado

Seu José Vladimir Stein foi quem cimentou e colocou pó de brita no buraco do terreno de V. para a colocação do tanque de fibra. Ele diz que foi até a casa de V. e verificou que se tratava de rachaduras na piscina e isto não é da responsa dele. José conta que a leitora teria deixado o pessoal que faz o tratamento esvaziar a piscina e arrumar a rachadura sem o devido cuidado na parte técnica. Explica que como a piscina é de fibra, quando está vazia, a água do lençol freático faz pressão contra o tanque e o deforma.

S.H., responsável pelo tratamento de água da piscina de V., garante que seu funcionário não esvaziou o tanque para fazer o reparo e que as rachaduras foram fechadas num trabalho dentro da água. Ela rebate a acusação do técnico José e diz que se o fundo estivesse mesmo rodeado com pó de brita e cimento seria quase impossível deformar.

Enquanto os prestadores de serviço trocam acusações, V. luta contra o tempo sem ver o problema resolvido antes de entregar a casa vendida.

  •  

Deixe uma Resposta