• Postado por Tiago

Como toda experiência, por mais interessante que seja, a prancha ecológica vai passar por uma espécie de teste nesse verão pra, entre outras coisas, saber se vai ser bem aceita entre os surfistas. “Tenho um pingo de pé atrás com a recepção do mercado. Pode ter um preconceito, mas são pranchas leves, só um pouco mais pesadas que as tradicionais. Espero que dê certo a partir do verão que vem”, diz Marcelo, que não tá sozinho nesse projeto inovador.

Em parceria

com a engenheira civil Marcella Silvestro, mestranda em meio ambiente, a ideia foi escolhida entre 60 outros projetos pra receber uma verba de 50 mil reales da fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), que ajuda a galera tocar o negócio. Com 40 blocos de madeira da agave vendidos, o passo seguinte já foi dado. “Já exportamos algumas pranchas pra França e Estados Unidos”, conta Marcelo, que pretende divulgar o projeto pra fora do Brasil e até estimular campeonatos. “Nossa intenção é fazer uma competição só com pranchas de madeira. Queremos voltar às origens do surfe com a tecnologia do século 21”.

Além do experiente norte-americano Gary McManara, que surfa ondas gigantes, outro surfista, esse mais conhecido dos catarinenses, já se agilizou pra ter a sua madeirona. “O Teco Padaratz encomendou um bloco pra fazer uma prancha retrô”, conta Marcelo, que vai inaugurar sua fábrica, em Itajaí, a Agave Hunter Ecoblocos, em 15 dias. Pra quem duvida se a prancha realmente funciona, a prova é que a maior onda surfada no Brasil, em Jaguaruna, no sul do estado, foi com uma prancha de madeira.

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