• Postado por Tiago

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?Não posso correr o risco de ser multado?, diz Hamilton, que já se regularizou

Quem trabalha nas principais ruas de Navega tem que conviver com os veículos de som que circulam pela cidade fazendo propaganda. Um leitor que trampa na avenida João Sacavém, no centro, conta que chega ao extremo de fechar as janelas do escritório para poder falar ao telefone. O DIARINHO foi checar o reclamo do leitor e descobriu que a situação é mesmo feia.

Ana Isabela Mafra, bióloga da Fundação do Meio Ambiente de Navegantes (Fuman), revela que a maioria dos veículos que trabalham com propaganda sonora está em situação irregular. A prefeitura só começou a expedir o alvará para empresas e veículos que trabalham com propagandas de som há três meses.

A bióloga explica que a lei municipal que regulamenta as propagandas sonoras até já existia, mas a prefa não entregava os alvarás porque faltava o decibelímetro, um aparelhinho que mede a quantidade de barulho. O aparelho veio este ano através de um pagamento de uma multa ambiental. A polícia militar recebeu dois medidores. Com isso, a PM começou a catar os veículos de som e a estabelecer um prazo para eles se regularizarem com a Fuman. A fiscalização nas ruas é feita pela PM e as denúncias através do 190.

O que pode e o que não pode

?Os moradores são os nossos maiores contribuintes na fiscalização?, afirma Ana. A bióloga explica que o som jamais pode passar de 60 decibéis. Como é complicado saber de ouvido esta medição, ela sugere ligar pra polícia sempre que estiver incomodado com o barulho. Ana dá uma dica: se o som tremer o vidro é porque o fenômeno acústico já ultrapassou faz tempo a barreira aceitada pela lei. As propagandas sonoras só podem ser feitas das 8h ao meio dia e das 14h às 18h.

Em domingos e feriados o trabalho é proibido. Na frente de prédios públicos, como hospitais e escolas os motoristas ainda têm que baixar o volume pela metade.

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