• Postado por Tiago

Remigio Todeschini, diretor do departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional, do ministério da Previdência Social, jura de mãozinhas postas que com o fator acidentário a maioria das empresas brasileiras vai recolher menos para o seguro de acidentes de trabalho. “Das 952.561 empresas que integram 1.301 subclasses ou atividades econômicas, 879.933, que são 92,37%, serão bonificadas, e 72.628, que dá 7,62%, terão aumento do seguro”, afirma o bagrão.

O engenheiro do trabalho Paulo Roberto Oliveira não duvida disso. Mas desconfia: “Em número de empresas talvez diminua, mas em termo de volumes não. O volume de dinheiro aumentará. Quem escapa da armadilha são as pequenas e microempresas, que recolhem os tributos pelo sistema simplificado, o Simples Nacional.

A intenção do governo vai além do estímulo aos empresários para que invistam em segurança e prevenção.

Remígio não esconde que um dos objetivos é diminuir o custo do governo com pagamentos de benefícios de acidentes e decorrentes de aposentadorias especiais, além de assistências médica do sistema público de saúde. “Para se ter uma ideia, em 2008, o custo com pagamentos de benefícios acidentários e decorrentes de aposentadorias especiais representou R$ 11,6 bilhões”, informa. Se contar os custos com assistência médica, reabilitação profissional e quebra na produção, diz ainda o bagrão da previdência, esse número sobe para R$ 46,4 bilhões. “E essa conta é feita pelas próprias empresas”, ressalta Remigio.

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