• Postado por Tiago

INTRENA-9-abre---g---mototaxi-(27)

A bandidagem de Balneário Camboriú tá cada vez mais sem-noção. Na tarde de quinta-feira, um ladrão pagou uma corrida de táxi pra ir até a baia que queria surrupiar. O mequetrefe do taxista ainda esperou no carro enquanto o mão-lisa carregava uma baita televisão de dentro do prédio. Depois, deu uma carona pro bandido e o ajudou a siscapar.

A treta rolou por volta das 16h, num edifício da rua Libéria, no bairro das Nações. Uma das moradoras do prédio viu quando o táxi, pintado de xadrezinho azul, como todos os que circulam na Maravilha do Atlântico, parou, e um sujeito alto e bem vestido desceu do possante. Não se sabe dizer como, mas o traste estourou a fechadura do portão e entrou com tudo.

A muié nem desconfiou que se tratasse de um bandido, e só perguntou ao cara se ele não tinha a chave. Ele passou o migué na coitada, respondeu que o portão já tava aberto e entrou com cara de santo. A vizinha imaginou que o malaco era conhecido de algum morador, e não deu maior importância. A tansa entrou e avisou o marido que o portão tava abrindo sozinho.

Assim que se viu dentro do prédio, o cara estourou a tranca da porta do apê do arte-finalista F.E.S., 36 anos, e bizolhou todos os cantos à cata de tarecos de valor. Poucos minutos depois, saiu da baia carregando uma televisão 32 polegadas novinha, que o dono da casa tinha acabado de comprar, e uma carteira recheada de dindim.

Pro azar do ladrão, um outro morador do edifício encontrou com ele no meio do caminho. O cara também não desconfiou da sacanagem, e chegou a comentar com a muié que o vizinho tinha, provavelmente, mandado a tevezona pro conserto.

Mas o mulambento do surrupiador deve ter imaginado que alguém se espertou pra sua roubalheira, e desistiu de voltar pra dentro do prédio. Ele colocou a televisão no banco de trás do táxi, e o motora o levou embora.

A bronca só foi descoberta uma hora depois, quando a mulher do arte-finalista chegou em casa, percebeu que a tevê tinha sumido, e telefonou pro benhê perguntando se ele tinha levado o aparelho pra dar uma voltinha. Injuriada, ela procurou os vizinhos, que contaram a história do táxi. Como a vizinhança não achou que se tratasse de um crime, ninguém sitocou de anotar a placa da caranga. Tudo o que F. e a esposa puderam fazer foi registrar um boletim de ocorrência pra avisar a polícia do furto, e torcer os dedinhos pra que a tevezona seja recuperada.

  •  

Deixe uma Resposta