• Postado por Tiago

Como diz o ditado popular, a justiça tarda, mas não falha. Neste caso, tardou três anos desde que o vereador João Vequi (PT) fez a denúncia da camanga que rolou numa obra realizada pela prefa peixeira no bairro Cordeiros. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenou o ex-prefeito Volnei Morastoni (PT) e o então secretário de obras, Manoel Jesus da Conceição, Maneca do PT, a pagar uma multa de R$ 600 cada um pelo não cumprimento do contrato nº 66/2006, que teve um laudo de medição fajuto e nota fiscal não condizente com o serviço estipulado.

A falcatrua contraria o que diz os artigos 62 e 63 da lei federal nº 4.320/64 e levou ferro na munheca. A despeito do valor simbólico da multa, a grande questão é se a decisão pode melar o futuro político dos dois ex-mandachuvas da city peixeira. Mas segundo informação do TCE, ambos os réus pagaram a continha em dezembro do ano passado e o processo foi encerrado.

O quiprocó que deu origem ao processo por improbidade administrativa foi o seguinte: foi assinado com a construtora e incorporadora Natinho Ltda um contrato no valor de R$ 14,7 mil para construir três caixas de concreto armado com a finalidade de fazer a limpeza e manutenção das galerias pluviais. O local da obra era no ribeirão Loca, entre a rua Cosme Busarello e a escola municipal Melvin Jones, nos Cordeiros.

O problema é que só uma das caixas foi construída em concreto. No lugar das demais rolou uma enjambração com tubos de concreto, que deram uma garibada nas canalizações existentes que tavam furadas. Apesar da economia de material e mão-de-obra, o valor do serviço foi pago na íntegra, tendo como prova no processo a nota fiscal. O laudo atestando que tinham sido construídas as três caixas de concreto foi assinado pela secretaria de obras.

Na época da descoberta da camanga, rolaram as cabeças do engenheiro Marcelo Schlikmann Souza e do diretor Luiz Carlos Busana. Agora, chegou a vez dos abobrões graúdos.

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Uma Resposta to “Maneca e Volnei são condenados pela justa”

  1. pesca Diz:

    NA ÉPOCA, O SR. LUIZ CARLOS BUZANA, FÁBIO TOMELIN E ENGº MARCELO SCHLICKMANN SOUZA SE AFASTARAM DA SECRETARIA DE OBRAS PARA CRIAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. FORAM ABSOLVIDOS, E VOLTARAM PARA DAR PROSSEGUIMENTO AOS SEUS SERVIÇOS.

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